quarta-feira, 1 de junho de 2011

RESPONDENDO AO LEITOR....


No texto “QUANDO OS FILHOS SAEM DE CASA...SINDROME DO NINHO VAZIO”, um leitor(a) questionou:  "e quando os filhos sentem por estarem longe de suas mães"...

Querido leitor (a)
A saída de um filho da casa dos genitores implica, tanto para os filhos como para os pais, a "capacidade para estar só"
O lar é um ninho quente e acolhedor. Seja pai, seja filho, quem nunca suspirou de saudade pelo carinho, pelo bolo predileto, pela cama limpa e arrumada? Todos, sem dúvida. Mas faz parte do processo de amadurecimento enfrentar o mundo e construir a própria história.

O sofrimento é normal em ambos os casos, filhos e pais, todo desligamento é difícil, é um luto que necessita ser vivenciado, o que precisa observar é se esse sofrimento está “insuportável”, se está impedindo você de fazer as coisas que gosta, neste caso poderemos ter uma situação mais delicada, um adoecimento emocional que necessita ser verificado.

Muitas vezes as reações emocionais/psicológicas de uma pessoa depende dos tipos de vínculos que ela estabelece no início de sua vida com seus modelos (mãe, pai e/ou cuidadores) os quais serão mantidos durante seu amadurecimento. Nossas estruturas cognitivas serão organizadas em função dos mesmos.

Estes vínculos são importantes para a formação da estrutura da personalidade, na escolha de relacionamentos amorosos, interpessoais, no ambiente de trabalho, na forma de administrar o stress diário, na forma de se gerir “sozinha” no mundo....Mas cada caso é um caso.
Claro que nem tudo são flores. Deixar a casa dos pais tem desvantagens!!!!
Entretanto esse é o preço da liberdade, pois o livre arbítrio nos obriga a arcarmos com as conseqüências de nossas escolhas; e isso é viver.
Uns optam sair de casa para morar só. Outros se deparam com a solidão após as imposições da vida. Independentemente do caso, o importante é estar seguro da decisão e ciente de que, apesar da autonomia e liberdade, nem tudo é fácil como muitos pensam...
Como já disse os primeiros meses são difíceis para ambos filhos e pais...o que para alguns é liberdade, para outros é solidão. Viver sozinho pode transmitir vários sentimentos: diversão, autonomia, responsabilidade, abandono, oportunidade e solidão.
Muitas vezes, o auxílio de um profissional especializado é de grande valia, para lidar com essa situação e ter uma convivência suave e ponderada consigo mesmo, ou seja, ajuda lidar com a "capacidade para estar só".

Joselaine Garcia
Psicóloga - CRP 07/18433