sábado, 12 de outubro de 2013

LENDAS URBANAS: A fantasia têm papel relevante na constituição do indivíduo.


Para falar de lendas urbanas, primeiramente, é necessário falar de medo.

“A emoção mais forte e mais antiga do homem é o medo, e a espécie mais forte e mais antiga de medo é o medo do desconhecido.” (H. P. Lovecraft). O medo é um sentimento comum que faz parte do desenvolvimento emocional. Ele nos segue ao longo da vida e vai tomando novas dimensões e características.

Tudo já começa no nascimento, ou quem sabe antes, quando o bebê, que se encontrava numa situação de total aconchego e proteção, de repente, passa a conviver com um mundo desconhecido, caótico e confuso. Logo ele vai atribuir a esse mundo externo tudo que lhe faz mal, como a fome, o frio, a ansiedade. O mundo vai ficar dividido no que o satisfaz e lhe dá prazer e no que lhe provoca tensão, frustração e mal-estar.

A criança atravessa vários estágios. No início, na sua fantasia, ela confere poderes mágicos a seus pensamentos e desejos, não distinguindo o que imagina do que acontece na realidade, ou seja, na infância fantasia e realidade acabam se misturando muito fortemente.

O que ela imagina em imagens tem relação com a intensidade de suas tendências amorosas ou destrutivas e com sua capacidade de tolerância à frustração. A qualidade dessa dinâmica será a medida dos temores e dos medos que sente e, no futuro, resolverão num plano imaginário, conservando a integridade física.

As lendas costumam despertar a curiosidade das crianças e exacerbar a fantasia das pessoas, o que as alimenta ainda mais.

Nos primeiros anos de vida, esses contos que tanto fascinam são importantes, como uma forma inconsciente de exorcizar medos reais através de medos fictícios. E posteriormente servem para aprofundar o processo de amadurecimento pessoal, já que neles estão em jogo emoções básicas.

A criança tem certa dificuldade para lidar com a realidade e enfrentá-la por isso a fantasia têm papel relevante como ferramenta de superação do medo, que é natural no ser humano, e do enfrentamento dos conflitos internos na constituição do indivíduo. 

Todavia, acontece que, não rara às vezes, pais, avós, familiares, amigos convertem o quase prazer que esses contos geram em algo aterrador, através do clima de terror estabelecido, e propositalmente gerando um medo real, como se algo pudesse suceder. E muitos de nós já fomos vítimas desse terror na infância, quando ouvíamos que uma infinidade de monstros podiam nos levar. Destarte, deve-se tomar cuidado, não nomeadamente com o conteúdo, mas com a maneira de emprego da história.


O medo é a reação mais comum, quando os pais são os responsáveis por contar essas historias, o medo aumenta e o dano causado às crianças, geralmente, pode variar da ansiedade a um trauma ou a formação de um adulto inseguro ou até com fobia.

JOSELAINE GARCIA
Psicóloga e Hipnóloga
CRP 07/18433 e SIAHC 1488
Pós Graduada em Docência Universitária
Hipnóloga credenciada ao Instituto Brasileiro de Hipnologia e
Membro da Sociedade Ibero-Americana de Hipnose Condicionativa
Consultório Psicológico em Cruz Alta - RS

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Prêmios recebidos

* Psicóloga Destaque Estadual, Prêmio Master Estadual 2013, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
* Psicóloga Destaque Mercosul, Prêmio Master Mercosul 2013, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
Psicóloga Destaque Nacional, Prêmio Master Nacional Integrado 2012, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
* Psicóloga Destaque Municipal 2012, no município de Cruz Alta/RS, Conforme pesquisa da Empresa Exclusiva Pesquisas.
* Consultório de Psicologia destaque na Região Sul do Brasil(RS, PR, SC), Prêmio Master Sul Brasil 2012, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
Consultório de Psicologia destaque Estadual, Prêmio Master Estadual 2012, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
Psicóloga Destaque Estadual 2012, Troféu Master Estadual 2012, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
Psicóloga Destaque Municipal 2012, no município de Cruz Alta/RS, Conforme pesquisa da empresa Ouro Pesquisa e Publicidade.
Psicóloga Destaque Municipal 2011, no município de Cruz Alta/RS, conforme pesquisa da Empresa Sul Pesquisas.