sexta-feira, 9 de outubro de 2015

DEPENDÊNCIA DIGITAL

Vício em internet e eletrônicos pode ser tão grave quanto a dependência química.

Facebook, Instagram, WhatsApp, RPG, etc … As tentações virtuais são várias e nascem a uma velocidade difícil de acompanhar. O uso abusivo de tecnologia é um transtorno que chega de forma silenciosa. Sem perceber, as pessoas passam a priorizar a vida online.

O vício digital é assunto sério. No manual americano de diagnósticos psiquiátricos, a dependência de internet já é vista oficialmente como transtorno mental e requer tratamento específico com terapia e remédios.

DENTRE AS CATALOGADAS OFICIALMENTE TEMOS:
Nomophobia, Síndrome do toque fantasma, O efeito Google, Náusea Digital (Cybersickness), Cibercondria ou hipocondria digital, Depressão do Facebook, Transtorno de Dependência da Internet, Vício de jogos on-line, 


A adição vem acompanhada de algumas características que diferenciam o uso normal do prejudicial. Para diagnosticar, não basta saber quanto usa, mas como usa.

O uso dessas plataformas vira problema quando, passa haver perda de interesse social, no momento em que o indivíduo começa a negligenciar atividades do cotidiano por preferir interagir com a plataforma digital.

O tempo que o individuo fica online, ligado nessas plataformas, é um marcador importante, mas não determinante. Dificilmente, vai ter alguém com dependência que jogue só duas horas por dia, mas nem todo mundo que joga muito vai ter prejuízo.

Outro fator importante a ser observado é o rendimento escolar, os pais devem ficar atentos ao rendimento escolar, que costuma despencar. “Esse é um dos primeiros sinais a aparecer. A criança ou o adolescente ficam com muito sono, pois passam a madrugada no computador, tablet ou no celular.

Sinais da dependência

Itens que referem se o uso excessivo está migrando para o que se chama de uso patológico.

1) Apreensão excessiva com a internet
2) Necessidade de aumentar o tempo online para ter a mesma satisfação
3) Exibir esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da tecnologia
4) Apresentar irritabilidade ou depressão
5) Quando o uso da internet é restringido, apresentar instabilidade emocional
6) Ficar mais conectado do que o programado
7) Ter trabalho e relações sociais em risco
8) Mentir a respeito da quantidade de horas conectado

Porém, o diagnóstico caseiro é insuficiente para confirmar a dependência, só um especialista pode determinar o grau de compulsão. 

O vicio digital trás serias conseqüências, os dependentes não conseguem controlar seu envolvimento e seu uso com a vida real e social, o que pode além do isolamento provocar desconforto emocional, ansiedade, agitação, irritabilidade, depressão, perturbação, toc (transtorno-obsessivo-compulsivo) o uso excessivo das plataformas tecnológicas prejudica, também, a qualidade do sono, o que leva a problemas cardiovasculares, doenças endócrinas, como diabetes e obesidade, além de envelhecimento precoce.

Quem desenvolve a dependência já apresenta alguma carência. Torna-se indiferente ao convívio social e familiar. Busca no isolamento a solução de suas carências, o vício nasce do acolhimento encontrado no universo “imaginário” do outro lado da tela.

Família e amigos são fundamentais para a cura da dependência 

A conivência dos pais, a falta de limites, dificultam o tratamento. Em determinados casos, é necessário tomar atitudes mais firmes, a ideia é introduzir o mínimo de ordem na casa. Não quer dizer jogar o celular, tablet ou computador  pela janela, mas determinar limites, tempo e se se necessário proibir o uso. É comum durante o período de abstinência, o descontrole emocional da pessoa, que pode ficar agressivo, mas é necessário mostrar autoridade.

Psicóloga Joselaine Garcia
CRP/RS 18.433

Psicóloga Clínica
Hipnóloga Clínica
Hipnoterapeuta  Condicionativa
Hipnoterapeuta   Cognitiva
Especialista em Docência Universitária
Membro do Latin American Quality Institute

Psicóloga laureada com diversos prêmios: Internacional, Nacional e Estadual 

CONSULTÓRIO DE PSICOLOGIA EM CRUZ ALTA RS,
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