segunda-feira, 1 de agosto de 2016

TRANSTORNO BIPOLAR

O transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica crônica que se caracteriza por instabilidade de humor em dois pólos extremos, ou seja, ora o portador está agitado e eufórico, se achando o maior do mundo, ora triste e depressivo.



O transtorno bipolar pode se desenvolver em qualquer fase da vida, mas geralmente é na adolescência, 60% dos casos antes dos 20 anos de idade, mas pode ocorrer em qualquer idade.

A origem está ligada a genética e a fatores ambientais, ou seja, influências do meio em que a pessoa vive que podem agir de forma combinada.

Sintomas da fase eufórica ou maníaca são: agitação e irritação; agressividade e hostilidade; pensamento e fala rápidos; eficiência demais; falar e/ou fazer as coisas sem medir as consequências; facilidade para se distrair; desejo ou envolvimento de fato em vários projetos ao mesmo tempo; insônia ou pouca necessidade de sono; comportamentos impulsivos e de risco, como praticar sexo sem preservativo e até enfrentar a polícia.

Alguns sintomas da fase depressiva são: desânimo; falta de eficiência; tristeza profunda; sensação de vazio; falta de interesse pela alimentação; perda de interesse por atividades ou assuntos de que gostava; sensação de cansaço; e pensamentos suicidas e de morte. Cerca de 15% dos portadores que não se tratam tentam o suicídio, índice que cai para menos de 2% entre os que fazem tratamento.

Apesar de não ter cura, é possível viver bem e normalmente com o uso de medicamento e tratamento complementares como psicoterapia.

A psicoterapia objetiva:

  • Compreensão do curso, gravidade e conseqüências da doença
  • Compreensão da importância na adesão aos medicamentos
  • Prevenir recaídas (depressão, mania, hipomania e episódio misto)
  • Reduzir sintomas subsindrômico
  • Identificar e manejar estressores psicossociais
  • Identificar sintomas prodrômicos (o conjunto de sinais e sintomas que prenunciam o inicio de um episódio maníaco ou depressivo


Você, ainda, pode melhorar a qualidade de vida fazendo atividade física e evitando a ingestão de álcool.

Pacientes que conseguem se manter em tratamento estável, regular, sem abandono da medicação e da psicoterapia é que tem a melhor chance de não terem a sua vida e seu futuro prejudicados pela bipolaridade.

ATENÇÃO: A família é muito importante em todo o processo do tratamento da doença.

O apoio familiar, somado ao tratamento medicamentoso e psicoterápico são fundamentais para evitar as crises da doença.

Referencias Bibliograficas
ABRAPA
Kapzinski, Gonçalves e Santin,Psicoterapias: abordagens atuais in - 3ed- Cordioli- Porto Alegre: Artmed, 2009.


Psicóloga Joselaine Garcia
CRP/RS 18.433

Psicóloga Clínica
Especialista em Hipnose Condicionativa
Especialista em Hipnoterapia  cognitiva
Pós graduada  em Docência Universitária

Psicóloga laureada com diversos prêmios: Internacional, Nacional e Estadual 

CONSULTÓRIO DE PSICOLOGIA 
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