segunda-feira, 18 de julho de 2011

PROBLEMAS NOS RELACIONAMENTOS

É POSSÍVEL SER FELIZ, TANTO SOZINHO QUANTO NUMA RELAÇÃO!!!???
Normalmente temos muita dificuldade em aceitar o outro como ele realmente é e também, não rara às vezes, quando encontramos alguém que desperta interesse, afeto, que nos encanta, queremos ter exclusividade.
Ou seja, não é a relação que fica complicada por culpa do outro, somos nós que ainda não aprendemos a nos relacionar com o diferente, queremos moldá-lo a nosso bel prazer.
Ao nos apaixonarmos tendemos a ver, na outra pessoa, tantas qualidades que apreciamos e valorizamos que ela assemelha-se a pessoa mais extraordinária do mundo. Pode ser o modo de olhar, de enfrentar a vida, a maneira como lida com as pessoas,  o jeito de falar, ou até mesmo algumas qualidades físicas.
Quando nos apaixonamos, somos fisgados, nos sentimos muito especial, tendo em vista que aquele ser perfeito, encantador escolheu nós dar atenção, ou seja, fui a escolhida.
Essa etapa é muito excitante porque vocês estão se relacionando com o lado afável da personalidade de cada um e se dedicando quase que unicamente um ao outro. Desejam usufruir dessa relação tão prazerosa e, ao mesmo tempo, procuram se conhecer mais e melhor. É a etapa dourada da relação. Tudo é lindo e maravilhoso.
Com o passar do tempo, traços da personalidade e do comportamento dos dois, não tão agradáveis, começarão a ficar manifesto afinal ninguém é perfeito, nem consegue estar bem-humorado o tempo todo. Todos temos muitas dificuldades com que lidar ainda.

Quando começam a surgir problemas no relacionamento a dois, é mister olhar para dentro de nós mesmos e indagar o que é que está errado. Por exemplo, se o meu marido tem um defeito que considero intolerável, existem três possibilidades de atuação:
A primeira, e a mais usual, é culpá-lo pelas dificuldades que temos e transformar-me numa pessoa insatisfeita, que vive reclamando e se sentindo vítima dele.
A segunda é perguntar-me porque permaneço com ele, se já estou convencida de que ele é o maior culpado pelo meu sofrimento.
A terceira é tomar uma atitude em relação à resposta honesta que eu darei a essa pergunta.
Ou seja, se eu me convencer de que o amo e opto estar com ele mesmo assim, precisarei achar um modo de aprender a lidar com seus defeitos de maneira que não me acarretem mais sofrimento ou, se eu notar que não desejo mais aceitar essa condição, também terei que buscar forças dentro de mim para sair dessa relação. Em resumo, tenho que derrotar as minhas próprias dificuldades.
Em qualquer dos casos, é essencial que se compreenda que todo o trabalho de crescimento pessoal que fizermos redundará em ganho para nós como sujeitos e esse ganho se elucubrarão nas nossas relações, tanto nos atuais quanto nos vindouros.
Temos que compreender que cada pessoa é diferente e que, se almejarmos viver em harmonia, carecemos nos conhecer melhor e ir a procura daquilo que almejamos para nós mesmos.
Muitas vezes nos envolvemos em discussões improdutivas acerca de coisas sem valor, somente pela pirraça de fazer valer nosso ponto de vista. Vale a pena perguntar-se, de vez em quando: O que eu prefiro: ter razão ou me sentir feliz?
É possível ser feliz, tanto sozinho quanto numa relação. Para isso, necessitamos estar livres de amarras emocionais, das emboscadas dos ganhos secundários, das trocas e do exagerado apego a crenças disfuncionais (valores que nos apegamos e que já não nos fazem bem).
É essencial ter em vista que o equilíbrio e a harmonia é um ganho individual, carece vir de dentro de nós, jamais do outro. Não vale a pena nos relacionarmos com uma pessoa porque necessitamos dela. Melhor é que sejamos capazes de nos prover a nós mesmos para, então, eleger alguma pessoa com quem dividir as nossas conquistas, ao invés de acreditar que ela nos complete.
Joselaine de Fátima G. Garcia
Psicóloga, CRP07/18433
Especializando em Docência Universitária
Consultório Psicológico em Cruz Alta/RS
Rua Barão do Rio Branco 1701, sala 101
Fone (55) 9167-7928



O adoecimento emocional/mental tem um alto custo, individual e social. Pode causar mortes, ou ocasionar depressões, ansiedades, irritações, insônia e agressividade. Assim como sabotar relacionamentos, destruir famílias, causar perdas de emprego. Precisamos de coragem e humildade para procurar ajuda, de um psicólogo e/ou psiquiatra, quando necessário.