terça-feira, 28 de agosto de 2012

QUANDO FALAR SOBRE SEXUALIDADE COM A CRIANÇA



pais ficam sem reação quando as crianças fazem aquelas perguntas, considerados por eles, constrangedoras. O que fazer? Como quebrar esse tabu?

Primeiro fique calma (o), cada pessoa tem sua maneira de lidar com o assunto, uns pais mais naturalmente, outros mais embaraçados. Não importa qual a sua, o que importa é sempre falar a verdade, colocando o ponto final na frase segundo a capacidade cognitiva de seu filho, ou seja, sua capacidade de entendimento. Devemos buscar responder dentro do universo verbal da criança, precisamente o que perguntou, sem ir além do necessário
A apreensão demonstrada pelos pais pode ser notada pela criança, que poderá sentir-se insegura para falar sobre o assunto no futuro. Embora não exista receita para esse tipo de situação, vai algumas dicas para auxiliar os pais:
1 - Não fuja das perguntas que eles fazem;
2 - Procure saber o que a criança sabe sobre o tema
3 - Responda com franqueza, mas somente aquilo que a criança pergunta;
4 - Busque responder dentro do universo verbal da criança,
5 - Tenha cuidado com o que fala, respeite a idade e a percepção da criança;
6 - Não force a barra se o filho não quiser falar sobre sexo, espere ele questionar;
7 - Construa desde a infância uma relação baseada na confiança e na verdade.
8 - Busque tratar do assunto com muita naturalidade, entendendo que é um processo normal;
Somos sabedores que há momentos em que fica complicado esclarecer a uma criança as complexidades da vida e do comportamento humano, mas sempre dá para descobrir uma explicação que satisfaça a curiosidade infantil sem originar traumas ao infante ou deixar o adulto incomodado. A primeira regra é sempre falar a verdade.
Quando os pais devem iniciar a conversa sobre sexo com as crianças?

Não há uma idade exata para conversar com a criança sobre esse assunto. O “ideal” é que os pais estejam atentos à curiosidade da criança e à capacidade cognitiva dela, ou seja, o quanto ela deseja saber sobre o tema e até onde ela conseguirá compreender. Portanto, é a criança quem vai sinalizar, quando chega à primeira pergunta.
Normalmente quando a família resolve falar com a criança sobre sexo antes que ela própria esteja disposta a entender, vai haver um atropelamento de interesses e, possivelmente, a criança não apresentará interesse sobre o assunto por muito tempo (não dará ouvidos para o assunto).
Cabe salientar que a conversa de sexo com as crianças não precisa ser careta ou repressiva e principalmente é preciso respeitar a curiosidade e a capacidade de compreensão da criança.

Como deve ser esse diálogo? Qual a importância disso?

Ao contrário do que muitos pensam o tema "sexo" não precisa ser proibido e pode ser abordado com naturalidade. É importante para a formação dos filhos, que os pais respeitem o interesse sobre o assunto.
A erotização do assunto está na cabeça do adulto, os adultos que fazem disso um tabu porque vêem a questão sexual de forma erótica e não como parte de uma necessidade natural do ser humano.
Falar de sexo com os filhos faz parte de um relacionamento saudável entre as famílias. A conversa aberta é sempre importante entre pais e filhos ela colabora para aproximar a família. Se desde pequeno os pais tentam compreender e orientar a criança, os vínculos estarão mais fortalecidos e os pais serão vistos como fonte de confiança.
É imprescindível é abordar o assunto com muita naturalidade, entendendo que é um processo normal.
O diálogo é a melhor forma de evitar problemas futuros, como doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.

Como os pais devem agir quando as crianças ficam mexendo nas regiões genitais? Como eles devem repreender quando isso acontece na frente de outras pessoas?

É importante que a criança, que deseja, tenha esse experimento de conhecer a si mesma. O contato com o próprio corpo faz parte da descoberta infantil e do aprendizado. Frases como "tira a mão daí", "isso é sujo", "isso é feio", precisam ser evitadas. 
A situação muitas vezes pode até ser constrangedora, sobretudo quando ocorre na frente de pessoas não tão íntimas, mas fazer alarde só estimulará o ato. Respire fundo e explique que existe local certo para fazer isso, sozinho, e não na frente dos outros, ato que ao deve ser feito de maneira repressiva, mas com base em diálogos e estabelecimento de limites.
A repressão nunca é a melhor forma de educar, ainda mais se for uma criança. Proibição pode, até mesmo, estimular a ir de encontro com o que foi dito pelos pais.

Quando o banho com a mãe ou pai se torna um problema? Isso desperta a sexualidade da criança mais cedo?

O banho com o papai ou a mamãe pode ser legal, mas só se o adulto se sentir à vontade, o que vai depender da cultura da família. O banho junto se torna um problema quando incomoda muito o adulto, este pode transmitir a idéia de que tem algo de estranho, ruim ou feio, que, quem sabe, nem poderia ocorrer. Temos que estar atento ao dito e ao não dito, ou seja, as atitudes transmitem mensagens.
Tomar banho com um adulto não desperta a sexualidade, a erotização, porém aumenta a curiosidade em relação às variações corporais de meninas e meninos. Este é o momento de você esclarecer que algumas alterações hormonais vão acontecer no corpo dele para prepará-lo para a idade adulta. Muitas vezes cabe até usar desenhos didáticos para isso, além de uma conversa divertida, o diálogo vai abrandar o interesse da criança. 
Com o crescimento, ela mesma não vai querer mais tomar banho com os pais. 

O que dizer quando a criança pergunta “O que é camisinha?”, ou até mesmo algo relacionado a sexualidade

É essencial, antes de desprender a falar, buscar saber o que a criança sabe sobre o assunto. Muitas vezes a criança se satisfaz com uma resposta curta, sem muitos detalhes, porém, caso isso não aconteça, é preciso haver espaço para questionar mais, a naturalidade dos adultos no momento da conversa deixa a criança à vontade para fazer outras perguntas e matar a curiosidade. Além disso, é importante usar uma linguagem compreensível e responder a tudo.
A pergunta aponta uma inquietação da criança e necessita ser explicada, no entanto, se você perceber que não vai conseguir dar uma resposta na hora, sugiro que diga a criança que precisa pensar e que voltará a falar com ele mais tarde.
Não esqueça, satisfazer a curiosidade da criança é fundamental; A resposta deve ser dada com clareza, em poucas palavras, sem explicações complexas. Neste caso, o simples é o ideal


Tem pais que ainda evitam falar sobre qualquer assunto relacionado a sexualidade. Quais os prejuízos disso no futuro?

Discutir o assunto dentro de casa só traz benefícios, pois informa a criança e, por conseguinte, a tornar mais preparada para lidar com a própria sexualidade.
Esse fato foi confirmado por um estudo realizado pelo departamento de pediatria da Universidade de Montreal, no Canadá. A pesquisa apontou que filhos que dialogam com os pais sobre sexo tendem a iniciar a relações sexuais mais tarde, e ainda a apresentarem menos parceiros durante a vida. Entretanto, os jovens que não discutem com os pais o assunto, são duas vezes mais sexualmente ativos, além de apresentarem mais probabilidade de praticar o ato com parceiros aleatórios.

Entrevista concedida ao Jornal O Jacuí, edição do dia 25/08/2012
JOSELAINE GARCIA
Psicóloga e Hipnóloga
CRP 07/18433 e SIAHC 1488
Pós Graduada em Docência Universitária
Credenciada ao Instituto Brasileiro de Hipnologia
Membro da Sociedade Ibero-Americana de Hipnose Condicionativa
Consultório Psicológico em Cruz Alta - RS

_______________________
Prêmios recebidos
* Psicóloga Destaque Região Sul 2012 (RS, PR, SC) – Prêmio Master Sul Brasil 2012, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
* Psicóloga Destaque Estadual 2012, Troféu Master Estadual 2012, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
* Psicóloga Destaque Municipal 2012, no município de Cruz Alta/RS, Conforme pesquisa pública realizada pela empresa Ouro Pesquisa e Publicidade.
* Psicóloga Destaque Municipal 2011, no município de Cruz Alta/RS, conforme pesquisa pública da Sul Pesquisas, realizada no município de Cruz Alta – RS



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

PRÊMIO MASTER SUL BRASIL - 2012

Psicóloga e Hipnóloga Joselaine Garcia
Recebendo prêmio Master Sul Brasil - 2012


Em Canela recebendo o PRÊMIO MASTER SUL BRASIL-2012, DESTAQUE em QUALIDADE e EXCELÊNCIA, nos SERVIÇOS PRESTADOS.

O Prêmio Sul Brasil, refere-se a pesquisa realizada nos estados de RS - SC e PR, onde obtive o maior percentual, quando realizado um comparativo de gráficos, com demais concorrentes nos Estados: PR - SC e RS

JOSELAINE GARCIA
Psicóloga e Hipnóloga
CRP 07/18433 e SIAHC 1488
Pós Graduada em Docência Universitária
Credenciada ao Instituto Brasileiro de Hipnologia
Membro da Sociedade Ibero-Americana de Hipnose Condicionativa
Consultório Psicológico em Cruz Alta - RS

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Prêmios recebidos

* Psicóloga Destaque Região Sul 2012 (RS, PR, SC) – Prêmio Master Sul Brasil 2012, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
* Psicóloga Destaque Estadual 2012, Troféu Master Estadual 2012, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
* Psicóloga Destaque Municipal 2012, no município de Cruz Alta/RS, Conforme pesquisa pública realizada pela empresa Ouro Pesquisa e Publicidade.
* Psicóloga Destaque Municipal 2011, no município de Cruz Alta/RS, conforme pesquisa pública da Sul Pesquisas, realizada no município de Cruz Alta – RS


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

LIXO HUMANO!!!! QUE HORROR!!!!


QUE HORROR!!!! 


Urina, fezes humana, gente nua no chão, pacientes comendo fezes, vômito, ratos e barata. ... Isso mesmo meu povo isso é a "vida" mostrada num manicômio!!!! VERDADEIROS LIXOS HUMANOS!!!! REVOLTANTE!!!!



"Conexão Repórter" mostrou os bastidores PERVERSOS de um hospital psiquiátrico. CENAS DE PURO HORROR!!!! DESUMANO demais!!!! NEM BICHO É TRATADO DAQUELA FORMA!!!

Meu Deus qdo vamos olhar o outro com dignidade e respeito ... aiiii que raivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, é muito desumano!!!!   Estou enojada, revoltada! Tantas indignidades ... 


Não consigo deixar de desejar que todos os que lucram com a desgraça alheia pudessem sofrer dos horrores de serem lançados em condições tão indignas como as que patrocinam para tantos inocentes... 

Em pleno 2012 essa barbárie ainda existe como se o tempo nunca tivesse passado naquela "masmorra"!!!! Revoltante, indigno, ..... DESCULPA O DESABAFO .... MAS É REVOLTANTE!!!!  

Observando a reportagem me questiono, ONDE ESTÁ A LOUCURA??? NOS PACIENTES OU NOS DIRIGENTES????? QUEM SÃO OS LOUCOS??


PARABÉNS PELA REPORTAGEM .... 

MASSSSSS, 

Não nos interessa somente a mera constatação de que algo vai errado. 

Interessa a luta pela efetividade da atenção à saúde mental no Brasil. Interessa a consolidação de equipes multidisplinares, a efetivação da Reforma Psiquiátrica, a redução de danos, a porta aberta nos equipamentos, a defesa intransigente de uma vida digna e sem desigualdade social para todos os trabalhadores. MUDA BRASIL!!!