terça-feira, 8 de maio de 2012

DEPRESSÃO PÓS PARTO


Entrevista, na íntegra, concedida ao Jornal Diário Serrano, Ed. do dia 06 de maio de 2012.
JOSELAINE GARCIA - Psicóloga – CRP 07/18433



Mamãe!!

- Não perca tempo sofrendo, procure uma ajuda profissional de qualidade;
- Faça o tratamento e acompanhamento médico certinho, não desista, não desista de você e muito menos de seu bebê;
- Tenha a certeza que a depressão pós-parto tem cura;
- Lembre que depressão não é frescura, é doença;
- Aceite a ajuda de pessoas próximas.

O nascimento de um filho é um momento mágico, que transforma a vida de qualquer mulher, porém, ao mesmo tempo em que é excitante e cheio de expectativas, também pode ser um pouco estressante.


Durante a gestação e após o parto a mulher passa por muitas mudanças físicas e emocionais, assim sendo, é comum que as mulheres se sintam amedrontadas, ansiosas, tristes e confusas. Esses sentimentos costumam ir embora depois de algum tempo, mas em algumas pessoas eles acabam permanecendo, resultando na depressão pós-parto.
A depressão pós parto pode começar na primeira semana após o parto e perdurar por até dois anos. Por ter conseqüências sérias, que podem afetar tanto a mãe quanto o bebê, precisa de tratamento médico e psicoterapêutico.

* Quais são as causas que levam a mãe a ter depressão pós parto?

Não existe uma única causa para a depressão. Vários fatores podem ser mencionados como possível causa da depressão pós-parto dentre eles podemos citar as vivências inconscientes em que predominam as fantasias de esvaziamento ou de castração:

·         A vivência inconsciente da angústia do trauma do próprio nascimento, ou seja, Após o parto, sucedem reações conscientes e inconscientes na puérpera, dentro de seu ambiente familiar e social, que podem ativar profundas ansiedades. Uma das mais importantes é a vivência inconsciente da angústia do trauma do próprio nascimento: a passagem pelo canal do parto, que inviabiliza para sempre o retorno ao útero e empurra o bebê para um mundo totalmente novo e, portanto, temido. Isto abarca a perda súbita de percepções conhecidas, como os sons internos da mãe, o calor do aconchego, o sentido total de proteção, provocando o aparecimento de percepções novas e assustadoras;  (Cox, Connor, & Kendell, 1982; Cox,, Haldin, & Sagovsky 1987).

·         Separação corporal definitiva: o parto é vida e também é morte, pois, tanto quanto na morte, no nascimento também ocorre uma separação corporal definitiva e que se não for bem elaborado, pode trazer uma depressão muito mais intensa à puérpera. O parto é vivido como uma grande perda para a mãe. Ao longo dos meses de gestação, o bebê foi sentido como apenas seu, como parte integrante de si mesma e, bruscamente, torna-se um ser diferenciado dela, com vida própria e que deve ser compartilhado com os demais, apesar de todo ciúme que desperta (Laplanche & Pontalis, 1986; Lai & Huang,2004). Assim sendo, a mulher sai da situação de parto num estado de total conflito, como se tivesse perdido partes importantes de si mesma ou lhe tivessem extraído algo muito precioso.

·         No entanto, não é só isso. Há uma série de outros problemas podem levar à depressão pós parto, como:

·         As ansiedades de carência materna que pode ocorrer quando a puérpera apresenta forte dependência infantil em relação à própria mãe ou ao marido;
·         Auto depreciação, quando se sente incapaz de assumir as responsabilidades maternas
·         Sintomas depressivos durante ou antes da gestação;
·         Histórico de transtornos afetivos;
·         Tensão pré-menstrual freqüente;
·         Problemas de infertilidade anteriores à gravidez;
·         Primeira gravidez;
·         Produção independente;
·         Perda de pessoas queridas ou de um filho anterior;
·         Presença de anomalias no bebê;
·         Desarmonia conjugal;
·         Separação do casal durante a gravidez;
·         Insatisfação com o emprego;
·         Dificuldades financeiras;
·         Aborto anterior à gravidez e até desapontamento com o sexo do bebê.
·         Gravidez não desejada;
·         Grande número de filhos;


* Como diferenciar a depressão, do abandono, pois muitas mães abandonam e largam os bebês por livre espontânea vontade, enquanto outras devido à depressão? como diferenciar? 

Mães que abandonam seus filhos logo após o parto é notícia que tem feito parte do cotidiano midiático. Infelizmente isso é uma realidade, os motivos são diversos.

Na grande maioria das vezes essas mulheres estão acometidas de um adoecimento. Para saber se ela está adoecida é preciso passar por uma avaliação médica (psiquiátrica e psicológica), somente profissionais especializados podem fazer essa avaliação, pois vários são os adoecimentos que levam a mulher a tal atitude, não só necessariamente a depressão pós parto, mas outros fatores emocionais corroboram para tal comportamento.


* Por que a mulher tem um risco maior de crises depressivas no pós-parto? 

Durante a gestação e após o parto a mulher passa por muitas mudanças físicas, emocionais e hormonais, assim sendo, é comum que as mulheres se sintam amedrontadas, ansiosas, tristes e confusas.

A gestação demanda muita energia da futura mamãe, e em decorrência, o parto igualmente exigirá muita energia. Portanto, a mulher se tornará muito mais sensível após o parto, fato que pode colaborar para a manifestação desse tipo de depressão.

No entanto é importante salientar que o aparecimento desses sintomas só vai suceder caso exista um fator que desencadeie esse sentimento de rejeição pela criança.


 * Como  detectar esta depressão? sintomas? 

Os sintomas do estado depressivo variam quanto à maneira e intensidade com que se manifestam, pois dependem do tipo de personalidade da puérpera e de sua própria história de vida, bem como, no aspecto fisiológico, as mudanças bioquímicas que se processam logo após o parto.
No entanto uma da formas de detectar é ficar atento a alguns sintomas, e um dos sintomas muito freqüente e comum a qualquer estado de depressão pós parto é a rejeição ao bebê. Outros sintomas comuns são:

·         Tristeza
·         Sentimentos de culpa,
·         Desânimo persistente, falta de vontade até mesmo de fazer coisas simples como tomar banho, assistir televisão ou ler uma revista.
·         Alterações do sono,
·         Idéias suicidas,
·         Temor de machucar o filho,
·         Presença de idéias obsessivas
·         Diminuições do apetite e da libido.

* Como tratar?

É preciso de um acompanhamento multidisciplinar com o Obstetra, o Psicólogo e, às vezes, o Psiquiatra.
Não há dúvidas que a Psicoterapia é um ótimo caminho, pois a depressão afeta a mulher, num todo. Não se restringindo apenas ao aspecto físico. Como existem muitos fatores psicológicos, ou fatores do cotidiano da vida da mulher que possam estar provocando ou perpetuando a depressão, psicoterapia é muito importante. Nas depressões mais graves, o medicamento deve ser utilizado.

* É normal a mãe se sentir incapaz de cuidar do seu filho, ou o rejeitar? 

A tristeza é um sentimento comum logo após o nascimento, mas se esses sentimentos se agravarem e forem somados a atitudes como se afastar do filho devido ao medo de não saber como cuidá-lo ou protegê-lo obsessivamente, é hora de procurar um tratamento.

É comum a mulher passar por um quadro de depressão leve depois de ter um filho. É a chamada tristeza pós-parto, que atinge 50% das mulheres e não causa maiores seqüelas.

Geralmente essa tristeza começa entre o segundo e o quarto dia após o parto e dura entre quatro e cinco semanas, os sintomas da tristeza pós-parto e da depressão pós-parto são semelhantes, porém a diferença está na duração. Na tristeza pós parto a mãe tem choro fácil, fica irritada, indisposta ou levemente deprimida, no entanto isso não a impede de realizar tarefas, pois dura apenas algumas semanas. Já na depressão pós-parto o quadro é bem mais grave e incapacitante, colocando em perigo tanto o bem-estar da mãe como o do bebê, sendo detectada entre a sexta e a oitava semana depois do parto.

* Como a família pode ajudar esta mãe no tratamento? 

Em casos de depressão pós parto a família tem papel fundamental e deve principalmente ficar atenta às atitudes comportamentais da mãe em relação ao bebê, sabendo que é muito importante preservar a relação de afetividade entre ambos.

O companheiro e a família podem e devem contribuir neste processo, o dialogo é fundamental, é imprescindível também apoiar a mãe com muita compreensão, amor e afeto, pois depressão pós parto não é “frescura”, é uma doença séria e que pode ter sérias conseqüências.

Se for necessário, a família não deve ter receio de procurar um especialista para acompanhá-la, o auxílio de profissionais da área é de grande valia, como o obstetra, o psicólogo. Especialistas têm todo o embasamento para encontrar precocemente o tratamento para conservar a qualidade de vida de todos.

Enquanto a mamãe está em tratamento, é adequado a família não ordenar algo que ela não se sinta em condições de realizar. É imprescindível respeitar os limites, compreender que a doença é incapacitante e que traz muito sofrimento é o caminho para que ela possa sair mais rapidamente deste problema.

* A depressão pode se prejudicial ao bebê?

Sim, muito. O estabelecimento de um bom vínculo afetivo entre mãe e filho nos primeiros meses de vida é essencial para o desenvolvimento saudável da criança.

A depressão nessa fase impede que a mãe cuide-se de forma apropriada e tenha disponibilidade emocional para cuidar e satisfazer às necessidades do filho. Além de todo o sofrimento causado à própria mãe, a doença pode prejudicar a qualidade da relação mãe-bebê, já que a mãe tranqüila e afetuosa tenderá a ter um bebê calmo e tranqüilo. Por outro lado, uma mãe insegura e ansiosa poderá acentuar sua inquietação e agitação.

A criança poderá apresentar além da agitação, da inquietação atrasos na fala, problemas de comportamento, choro constante.

A depressão pós-parto também pode ter conseqüências calamitosas no futuro: os filhos podem apresentar problemas de ajustamento social na adolescência, com maior tendência à apatia, à depressão, e ao abuso de substâncias psicoativas, devido à ansiedade. 


Para agendamento de consultas basta ligar, fone: (55) 9167-7928.

JOSELAINE GARCIA
Psicóloga - Hipnóloga
Pós Graduada em Docência Universitária
Credenciada junto  ao Instituto Brasileiro de Hipnologia
Membro da Sociedade Ibero-Americana de Hipnose Condicionativa


domingo, 6 de maio de 2012

CADA PACIENTE É ÚNICO, ESPECIAL!!!!

Joselaine Garcia
Psicóloga e Hipnóloga

Meu paciente é único, especial, por isso utilizo como forma de atuação no meu fazer profissional a terapia estratégica e aqui vou explicar um pouco essa forma de trabalhar.


Terapia estratégica não é uma teoria em específico, mas sim uma maneira particular de trabalhar dentro de qualquer abordagem terapêutica. Todas as sessões possuem começo, meio e fim, onde o terapeuta procurará uma influência maior sobre a problemática do paciente. Não apenas esperar que o paciente por ele mesmo perceba a solução, mas também que o psicólogo sirva de luz ou instrumento para facilitar a mudança, além de guiá-lo durante o percurso. (Odair J. Comin Psicólogo e Hipnoterapeuta)

Jay Douglas Haley diz que “a terapia pode ser chamada de estratégica quando o clínico inicia o que se desenrola durante a terapia e designa uma abordagem particular para cada problema”. Na terapia estratégica a iniciativa é amplamente tomada pelo terapeuta. Ele deve identificar problemas solucionáveis, constituir objetivos, esquematizar intervenções para alcançar esses objetivos, investigar as respostas que recebe para corrigir sua abordagem, e, por último, analisar o efeito de sua terapia para conferir se foi eficaz.  O terapeuta necessita ser verdadeiramente sensível e receptivo ao paciente e ao seu campo social, a forma como atua é determinada por ele mesmo.

Milton Erickson, foi um dos grandes gênios a utilizar a terapia estratégica em seus atendimentos clínicos. Não somente usando a hipnose, mas também procurando desenvolver uma forma de terapia especial para cada paciente. É importante analisar cada pessoa, e entender a maneira como cada um compartilha suas dificuldades e os vivência. A partir dessa observação, é possível entender o indivíduo como um ser único e por isso necessita de uma estratégia única. O entendimento desse paciente, também nos permite procurar neles mesmos a força, a motivação e o engajamento, imprescindíveis para a mudança.

Para agendamento de consultas basta ligar, fone: (55) 9167-7928.

JOSELAINE GARCIA
Psicóloga - Hipnóloga
Pós Graduada em Docência Universitária
Credenciada junto  ao Instituto Brasileiro de Hipnologia
Membro da Sociedade Ibero-Americana de Hipnose Condicionativa

VOCÊ SOFRE DE DISFUNÇÃO SEXUAL?


Várias são as causa pelos quais um homem ou uma mulher deixam de fazer sexo.

 A maior parte das disfunções sexuais são problemas emocionais sendo alguns agravados por interferências químicas (antidepressivos, redutores de apetite, anticoncepcionais).

As mulheres em geral, sofrem muito pela procura do orgasmo, pensando que é uma obrigação do companheiro fazer isso por elas. Segundo a Psicóloga JUSSÂNIA OLIVEIRA, do Instituto Paulista de Sexualidade. "A responsabilidade pelo prazer feminino é inteiramente da mulher, é ela que deve explorar a sua própria sexualidade, observar os sinais que o corpo dá e auxiliar o parceiro a entendê-la, aos homens cabe estar atentos a esses sinais”. Portanto, minha amiga, você é responsável pela sua felicidade, pelo seu prazer, somos nós mulheres que devemos fazer nossa parte nessa busca.

Já os homens padecem muito mais pelo seu desempenho na cama, querendo mostrar sempre o “melhor”, sendo a ejaculação precoce e a impotência as principais reclamações. 

Todos nós fomos feitos para termos desejos sexuais, orgasmos e prazer independentes de sermos homens ou mulheres. Nossos órgãos estão aptos a nos servir em qualquer área, mas somos boicotados de muitas formas:  por traumas sofridos, pelo medo, pela educação.

Nascemos aptos, programados para uma sexualidade saudável, porém, muitas vezes, ao longo da vida, danificamos a regra original, impondo ou recebendo novos “princípios” novas “regrinhas”, assim, as mulheres e homens aprendem de uma forma errada lidar com sua sexualidade.

Um homem com auto-estima baixa pode sofrer de disfunção erétil, ou se for ansioso e ter ejaculação precoce, que baixa ainda mais a auto estima e aumenta a ansiedade a cada relação.

 As mulheres, não raras as vezes são educadas que fazer sexo é impuro, feio, pecaminoso, mesmo no casamento, e por isso se fecham tanto que o território fica difícil de ser conquistado, vão sofrer com a falta do orgasmo, pois não relaxam e não se permitem para esse prazer, mesmo com um marido atencioso e amoroso. 

Ainda é muito comum as mulheres chegarem ao consultório dizendo que não conseguem atingir o orgasmo, que raramente, ou nunca sentem prazer, e não rara as vezes dizem que o marido é maravilhoso, mas que mesmo assim realizam o ato de satisfazer sexualmente o parceiro, mas com repulsa, aversão, como se fosse apenas uma obrigação pois elas próprias não sentem qualquer tipo de prazer na relação sexual

A disfunção sexual é um problema sério que afeta a vida de uma infinidade de casais.

 Claro que existem inúmeras outras causas psicológicas. E cada caso é único e assim cada tratamento também é único e personalizado, adaptado ao seu caso!

Caso você sofra de alguma disfunção sexual, o ideal é procurar ajuda e você descobrirá o imenso prazer que é voltar a ter uma vida sexual normal.

Querido leitor, como todo ser humano, você nasceu apto ao prazer sexual! As razões da dificuldade, muitas vezes, estão dentro de sua mente, com a psicoterapia com técnicas de condicionamento mental (hipnose condicionativa) é possível desbloquear e recondicionar sua mente para a normalidade.

A psicoterapia com técnicas de hipnose é uma excelente ferramenta para chegar ao ponto central  da questão.
  

Para agendamento de consultas basta ligar, fone: (55) 9167-7928.

JOSELAINE GARCIA
Psicóloga - Hipnóloga
Pós Graduada em Docência Universitária
Credenciada junto  ao Instituto Brasileiro de Hipnologia
Membro da Sociedade Ibero-Americana de Hipnose Condicionativa

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Todos os direitos reservados. Proibida reprodução total ou parcial sem autorização.