sexta-feira, 11 de março de 2011

IDENTIDADE DE GÊNERO

Todos nós temos uma identidade, exclusiva e é esta identidade que compõe o que somos, nosso temperamento, estilo de vida, comportamento e o que dita a maneira como vemos o mundo.
Mas bem antes de criarmos nosso próprio personagem, adquirimos uma identidade de gênero, geralmente quando crianças encontramos em nós mesmos uma idéia como masculino ou feminino, porém essa identidade não é criada tão simplesmente, esta distinção biológica vem acompanhada por crenças e práticas que são impostas pelas mais variadas culturas.
Então aprendemos que meninas usam roupas rosa, brincam de boneca e casinha, como forma de treinamento para uma vida futura cuidando de seus lares, e são submissas ao homem da casa, já os meninos não choram, brincam de carrinho e não possuem obrigações domésticas, isso pelo menos na nossa cultura que apesar de ter mudado um pouco ainda tem um longo caminho pela frente, mas em outra não é diferente geralmente homens e mulheres aprendem quando criança seus papéis como masculino e feminino, isso denomina-se tipificação sexual.
Mas ao contrário do que pode parecer identidade de gênero e tipificação sexual não é a mesma coisa.
Uma menina pode aceitar bem sua condição como feminina sem rejeitar comportamentos que seriam ditados como masculinos e vice-versa.
Uma menina que brinca de carrinho, solta pipa ou sonha em ser bem sucedida numa carreira, e um menino que brinca de boneca e sonha em construir um lar, isso soou meio estranho para você? Isso ocorre porque culturalmente nossas crenças nos fazem acreditar em outras coisas, temos opiniões pré-formadas.
Quando crianças temos todo o tipo de comportamento, não importando se é "de menino" ou "de menina", porém as crianças são recompensadas ou castigadas pelos comportamentos adequados ou inadequados ao sexo e aprendem o comportamento sexual tipificado observando os adultos.
O comportamento sexual estereotipado é tão intenso que as crianças tornam-se juízes de si mesmas criticando ou punindo quando alguém do grupo tem um comportamento que seria do outro sexo, porém isso ocorrendo de forma muito mais aguçada entre os meninos.

Joselaine de Fátima G. Garcia
Psicóloga, CRP07/18433
Especializando em Docência Universitária
Consultório Psicológico em Cruz Alta/RS
Rua Barão do Rio Branco 1701, sala 101
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