terça-feira, 16 de outubro de 2012

DEPRESSÃO NÃO DEVE SER CONFUNDIDA COM TRISTEZA E BAIXO ASTRAL


Entrevista Concedida ao Jornal Diário Serrano – Cruz Alta/RS, que deu origem a matéria do dia 14 de outubro de 2012, "Depressão não deve ser confundida com tristeza e baixo astral" – Repórter: Adrieli Fogaça – (Jornal Diário Serrano)


COMO PODEMOS CARACTERIZAR A DEPRESSÃO?

A depressão é uma doença comum e as pessoas que sofrem de depressão precisam de apoio e tratamento.

O termo depressão constitui uma patologia de humor, que de forma direta precisa ser identificada e tratada, e que não está relacionada ao caráter do indivíduo nem com a própria vontade do mesmo.

No contexto clínico, o termo depressão não se refere somente a um humor deprimido, mas sim a um complexo sindrômico caracterizado por alterações de humor, de psicomotricidade e por uma variedade de distúrbios somáticos e neurovegetativos (Assumpção-Junior, 1998).

Destarte, a depressão é uma doença, ela afeta a forma como você se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas.

Cabe salientar que uma doença depressiva não é um desânimo ou um "baixo astral" passageiro. Também não é sinal de fraqueza ou uma condição que possa ser superada apenas pela vontade ou com esforço.

QUAIS OS SINTOMAS?

A depressão varia de pessoa para pessoa, mas há alguns sinais e sintomas que são comuns.

Sinais e sintomas comuns da depressão:

1) Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias;
2) Anedônia: interesse ou prazer diminuído para realizar a maioria das atividades;
3) Alteração de peso: perda ou ganho de peso não intencional;
4) Distúrbio de sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
5) Problemas psicomotores: agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias;
6) Falta de energia: Sente-se cansado, lento, e fisicamente esgotado. Todo o seu corpo pode sentir-se pesado e até mesmo pequenas tarefas são difíceis de realizar ou a demorar mais tempo para serem concluídas.
7) Auto-aversão: Culpa excessiva, ou seja, sentimento permanente de culpa e inutilidade;
8) Dificuldade de concentração: Dificuldade para se concentrar, tomar decisões, ou lembrar as coisas.
9) Idéias suicidas: pensamentos recorrentes de suicídio ou morte.
10) Irritabilidade ou inquietação: Sente-se agitado, e inquieto. O seu nível de tolerância à frustração é baixo, qualquer coisa lhe incomoda.
11) Dores inexplicáveis: Um aumento do número de queixas físicas, como dores de cabeça, dores nas costas, dores musculares e dor de estômago.

CAUSAS?
A depressão é uma condição muito pessoal que é acarretada por uma variedade de razões, ou seja, as causas da depressão são múltiplas, de maneira que somadas podem iniciar a doença. Dentre as múltiplas causas podemos citar:

ü  Problemas de relacionamento ou conjugal
ü  Recentes experiências de vida stressantes
ü  História familiar de depressão
ü  Solidão
ü  Falta de apoio social
ü  Uso de álcool ou drogas
ü  Tensão financeira
ü  Trauma ou abuso de infância
ü  Situação de desemprego ou o subemprego
ü  Problemas de saúde ou de dor crônica

COMO É O TRATAMENTO? TEM CURA?

A depressão é uma doença reversível, se tratada adequadamente.  O tipo de tratamento depende da avaliação diagnóstica de cada paciente, do tipo de depressão.

Pode haver depressões leves, com poucos aspectos dos problemas mostrados anteriormente e com pouco prejuízo sobre as atividades da vida diária. Nesses casos, o acompanhamento médico é fundamental, mas o tratamento pode ser apenas psicoterápico.

Pode haver também casos de depressões bem mais graves, com maior prejuízo sobre o dia-a-dia do sujeito, podendo ocorrer também sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) bem como ideação ou tentativas de suicídio. Nesse caso, o tratamento medicamentoso se faz obrigatório, assim como o acompanhamento psicoterápico.

Em alguns casos faz-se necessário associar outras medicações, que podem variar de acordo com os sintomas apresentados (ansiolíticos, antipsicóticos). 

Importante salientar que o tratamento não pode ser reduzido apenas à medicação, pois a depressão é causada por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais, portanto a psicoterapia é fundamental.

A complementação ao tratamento com atividades esportivas, exercícios físicos, também é recomendável por alguns profissionais de saúde.

COMO EVITAR A DEPRESSÃO?

Muitas pessoas não têm as competências necessárias para gerir o stress e as emoções de maneira equilibrada. Construir e desenvolver competências emocionais pode dar-lhe a capacidade de encarar e  recuperar da adversidade, trauma e perda. Ou seja, aprender a reconhecer e expressar suas emoções pode torná-lo mais resistente.

HÁ UMA FAIXA ETÁRIA MAIS AFETADA? MAIS HOMENS OU MULHERES?

A depressão pode ocorrer tanto em homens como em mulheres, de todas as idades e de qualquer classe social.

Porém, a incidência é muito maior entre as mulheres do que entre os homens (a proporção é de dois casos entre elas para cada caso entre eles). Entre os indivíduos que também apresentam maior risco de desenvolver a doença estão as pessoas com casos de depressão na família, usuários de drogas, medicamentos e álcool, e mulheres nos dezoito meses seguintes a um parto.

A QUESTÃO DE MUITAS PESSOAS TIRAREM SUA PRÓPRIA VIDA TEM RELAÇÃO COM UM ESTADO DEPRESSIVO? ATÉ QUE PONTO A DEPRESSÃO PODE LEVAR UMA PESSOA A SUICIDAR-SE?

A depressão pode levar a casos extremos como o suicídio. A doença está associada à morte de cerca de 850.000 pessoas por ano, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O desespero e a desesperança que se manifesta junto com a depressão pode levar a pensamentos  sobre o suicídio, a pessoa sente que colocar término à vida é  a única forma de escapar à dor.

Pensamentos de morte ou suicídio é um sintoma grave de depressão, assim sendo qualquer conversa ou comportamento que dê sinal dessa possibilidade deverá ser levado a sério, pois muitas vezes a pessoa sente que colocar término à vida é  a única forma de escapar à dor.

Segundo Carlson 2002, as tendências suicidas têm posição de destaque, estando presentes numa fração considerável (15% a 30%) dos indivíduos depressivos.

Os sinais de alerta para o suicídio incluem:
·         Expressar sentimentos fortes de desespero ou de se sentir encurralado
·         Falar em morrer ou prejudicar-se a si mesmo
·         Querer telefonar ou visitar algumas pessoas para dizer adeus
·         Uma preocupação incomum com a morte ou em morrer
·         Comportar-se de forma imprudente, como se tivesse um desejo de morte (por exemplo, excesso de velocidade , passar no sinal vermelho)
·         Verbalizar frases como “todos ficariam melhor sem mim” ou “qualquer dia acabo com isto tudo.”

JOSELAINE GARCIA
Psicóloga e Hipnóloga
CRP 07/18433 e SIAHC 1488
Pós Graduada em Docência Universitária
Credenciada ao Instituto Brasileiro de Hipnologia
Membro da Sociedade Ibero-Americana de Hipnose Condicionativa
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Prêmios recebidos
Prêmio Master Sul Brasil 2012 - Consultório de Psicologia destaque na Região Sul do Brasil, (RS, PR, SC) – , conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
Prêmio Master Estadual 2012 - Consultório de Psicologia destaque Estadual, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
Troféu Master Estadual 2012 - Psicóloga Destaque Estadual 2012, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
Psicóloga Destaque Municipal 2012, no município de Cruz Alta/RS, Conforme pesquisa pública realizada pela empresa Ouro Pesquisa e Publicidade.
Psicóloga Destaque Municipal 2011, no município de Cruz Alta/RS, conforme pesquisa pública da Sul Pesquisas, realizada no município de Cruz Alta – RS