quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ESTRESSE NO TRABALHO

Talvez o ambiente do trabalho tenha se modificado e acompanhado o avanço das tecnologias com mais velocidade do que a capacidade de adaptação dos trabalhadores. Os trabalhadores vivem hoje sob contínua tensão, não só no ambiente de trabalho, como também na vida em geral.
Há, portanto, uma ampla área da vida moderna onde se misturam os estressores do trabalho e da vida cotidiana. A pessoa, além das habituais responsabilidades ocupacionais, além da alta competitividade exigida pelas empresas, além das necessidades de aprendizado constante, tem que lidar com os estressores normais da vida em sociedade, tais como a segurança social, a manutenção da família, as exigências culturais, etc. É bem possível que todos esses novos desafios superem os limites adaptativos levando ao estresse.
O stress é cada vez mais indissociável da vida moderna em geral e da vida profissional em particular. Em “doses” moderadas, acaba por ser funcional, já que nos motiva e nos ajuda a fazer face à competitividade. Contudo, a partir de determinados níveis, pode ser extremamente prejudicial à nossa saúde.

O Ministério da Previdência apontou o aumento expressivo, de 2000% entre 2006 e 2009, no número de casos de afastamentos por distúrbios mentais, transtornos emocionais, doenças do sistema nervoso e problemas no sistema digestivo. A organização atual do trabalho, com jornadas excessivas, pressões por metas abusivas, assédio moral e ameaça de demissão estão adoecendo mentalmente os trabalhadores, trazendo prejuízos para toda a vida familiar e social.

Mas o que é exatamente estresse?

Podemos conceituar o stress como uma moderna patologia que causa uma total desorganização no âmbito psicológico, emocional, físico e afeta o nosso sistema imunológico. O fato de afetar o nosso sistema imunológico é muito importante, isso por que promove uma suscetibilidade a desenvolvimento de outras patologias, visto que ficamos menos resistentes a inúmeros agentes patológicos.

 Agora! O que difere tais vítimas de tais situações? É justamente a capacidade que cada um possa ter de se adaptar as situações por mais complexas e ruins sejam. Cada ser humano reage de uma maneira diante das variadas situações. O que pode ser extremamente estressante para um pode não significar nada para outro. O estresse laboral independe do nível intelectual do trabalhador e do cargo que ele ocupa na Empresa. Depende do autoconhecimento, o individuo estressado é plenamente desfocado de si sente-se perdido, procura no externo o que está dentro de si mesmo, por isso a necessidade de autoconhecimento, pois sem autoconhecimento a fragilidade emocional é provocada, portanto é necessário saber meus limites, minhas fraquezas, preciso saber me planejar, organizar, enfim me conhecer, pois só me conhecendo vou saber minhas limitações e minhas capacidades.

Entre os fatores estressores podemos citar:

  • A falta do controle de trabalho, ou seja, da participação do trabalhador na determinação da própria rotina;
  • A inexistência ou deficiência do suporte social, isto é, o auxílio de supervisores e colegas durante a execução das tarefas;
  • O sofrimento proveniente do conteúdo e carga de trabalho;
  • Ameaça de desemprego;
  • Responsabilidade, acima da capacidade do trabalhador, pela vida e bem-estar de outras pessoas;
  • Desconforto ambiental (ruído elevado, iluminação inadequada, pouco espaço, temperatura elevada ou baixa, excesso de pessoas, etc.);
  • Baixa complexidade do trabalho, caracterizado por atividades repetitivas ou monótonas ou alta complexidade, gerando sentimento de incapacidade.

Alguns sintomas que podem indicar o estresse ocupacional:

- Esgotamento emocional, com diminuição da capacidade física e mental;
- Desenvolvimento de atitudes negativas, de insensibilidade ou descontrole agressivo ;
- Sensações emocionais desencorajadoras, como: falta de realização pessoal, tendência a desvalorizar  o próprio trabalho, sentimentos de vazio, esgotamento, impotência, baixa auto-estima;
- Irritabilidade freqüente, inquietude, dificuldade para a concentração, baixa tolerância a frustração, comportamento paranóide ou agressivo;
- Manifestações físicas de fundo psicossomático com fadiga crônica, dores de cabeça freqüentes, insônia ou hipersonia, hipertensão arterial, desordens cardíacas e gastrintestinais entre tantas outras;
- Manifestações comportamentais compulsivas, como o consumo aumentado de café, álcool ou drogas,
- Distanciamento afetivo dos clientes e companheiros,
- Baixo rendimento pessoal e,
- Freqüentes conflitos interpessoais no ambiente de trabalho e dentro da própria família.

É importante ressaltar que apesar da vida cotidiana ter proporção e ritmo elevado é necessário que o ser humano consiga lidar com o estresse porque não há como eliminá-lo. Apenas saber lidar com esse sintoma. Quando ocorre o excesso de estresse dentro das organizações os colaboradores e a empresa correm risco de presenciar sérios problemas. Pode-se citar como fatores negativos a baixa produtividade, mudança de humor, índice de absenteísmo, insatisfação, impaciência, instabilidade emocional, alcoolismo, droga, acidentes de trabalho, irritabilidade, conflitos interpessoais.

O estresse ocupacional pode ser responsável por boa parte dos gastos anuais das empresas por gerar queda na produtividade devido também às faltas no trabalho, pagamentos de horas-extras, desperdício de material de trabalho, além de custos elevados com assistência médica.

Lidar com o estresse no trabalho compreende um esforço conjunto da Empresa  e de profissionais habilitados em combaterem esse distúrbio. Esta união poderá ajudar o indivíduo afetado e que não consegue, por recursos próprios, enfrentar a situação.

Algumas empresas estão investindo no seu colaborador, pois este é o seu maior capital, estão buscando a intervenção Psicológica para combater o estresse, os benefícios com a prevenção do estresse no trabalho relacionam-se diretamente com o aumento da produtividade e, conseqüentemente, dos lucros.