sábado, 10 de dezembro de 2016

DEPRESSÃO


O QUE É DEPRESSÃO?
A depressão é a incapacidade de sentir prazer, de sentir-se feliz, independente de haver ou não motivo para isso, é uma doença grave, ela compromete a qualidade de vida de uma pessoa, seu corpo, humor e pensamento, altera a forma como você se alimenta, dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas.
A OMS define depressão como um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, além de distúrbios do sono ou do apetite. Também há a sensação de cansaço e falta de concentração. Ela pode ser de longa duração ou recorrente. Na sua forma mais grave, pode levar ao suicídio. Casos de depressão leve podem ser tratados sem medicamentos, mas, na forma moderada ou grave, as pessoas precisam de medicação e psicoterapia.
Cabe salientar que uma doença depressiva não é tristeza, desânimo ou um "baixo astral" passageiro. Também não é sinal de fraqueza ou uma condição que possa ser superada apenas pela vontade ou com esforço.
No contexto clínico, o termo depressão não se refere somente a um humor deprimido, mas sim a um complexo sindrômico caracterizado por alterações de humor, de psicomotricidade e por uma variedade de distúrbios somáticos e neurovegetativos (Assumpção-Junior, 1998).

O termo depressão constitui uma patologia de humor, que de forma direta precisa ser identificada e tratada, e que não está relacionada ao caráter do indivíduo nem com a própria vontade do mesmo. 

MUITOS FALAM SOBRE A DOENÇA SER O MAL DO SÉCULO, PODE-SE DIZER QUE REALMENTE É?
Este transtorno é capaz de gerar enormes danos sociais e laborais, destarte infelizmente este “título” lhe faz jus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que nos próximos 20 anos a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que outros problemas de saúde como câncer e doenças cardíacas.

A DEPRESSÃO ATINGE MAIS ADOLESCENTES, JOVENS, ADULTOS OU IDOSOS?
A doença pode surgir a qualquer idade, no entanto a incidência é mais alta nas idades médias. Infelizmente, há crescente reconhecimento da depressão durante a adolescência e início da vida adulta.
Muitas pessoas apresentam uma primeira crise de Depressão durante a adolescência, apesar de nem sempre essa crise ser reconhecida ou diagnosticada. Conforme pesquisas, a Depressão freqüentemente surge pela primeira vez em pessoas com idade entre 15 e 19 anos, ainda que costume ser diagnosticada em pessoas mais velhas.
Atualmente sabemos que os adolescentes são tão susceptíveis à Depressão quanto adultos. O conflito do adolescente é fator de risco para desencadear a Depressão.

QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS DE UMA DEPRESSÃO NÃO TRATADA?
Quando não tratada a depressão pode ter resultados devastadores na vida de uma pessoa. Entre as conseqüências estão perda do emprego ou interrupção do estudo, dificuldade de relacionamento, fadiga e distorção negativa dos fatos, porém, o principal risco é o de suicídio, a depressão pode levar a casos extremos como o suicídio. A doença está associada à morte de cerca de 850.000 pessoas por ano, segundo os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Quando não tratada, a depressão também está associada a maior risco de morte por doenças cardíacas, assim como pode piorar a evolução de outras enfermidades.
Cabe ressaltar que estudos demonstram que, com o passar dos anos, pessoas depressivas, não tratadas, sofrem perdas cerebrais irreversíveis, resultando em déficits cognitivos significativos.

QUAIS OS TRATAMENTOS?
A depressão é uma doença reversível, se tratada adequadamente.  O tipo de tratamento depende da avaliação diagnóstica de cada paciente, do tipo de depressão
Pode haver depressões leves, com poucos aspectos dos problemas mostrados anteriormente e com pouco prejuízo sobre as atividades da vida diária. Nesses casos, o acompanhamento médico é fundamental, mas o tratamento pode ser apenas psicoterápico.
Pode haver também casos de depressões bem mais graves, com maior prejuízo sobre o dia-a-dia do sujeito, podendo ocorrer também sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) bem como ideação ou tentativas de suicídio. Nesse caso, o tratamento medicamentoso se faz obrigatório, assim como o acompanhamento psicoterápico.
Em alguns casos faz-se necessário associar outras medicações, que podem variar de acordo com os sintomas apresentados (ansiolíticos, antipsicóticos). 
Importante salientar que o tratamento não pode ser reduzido apenas à medicação, pois a depressão é causada por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais, portanto a psicoterapia é fundamental. 

A complementação ao tratamento com atividades esportivas, exercícios físicos, também é recomendável por alguns profissionais de saúde. 

O TEMA DEPRESSÃO AINDA É UM TABU HOJE EM DIA?
Ainda há muito preconceito por parte dos outros e até do próprio paciente em lidar com o diagnóstico da depressão.  A depressão ainda é vista como fraqueza, frescura, sinal de preguiça, comodismo bem como o  psiquiatra e o psicólogo ainda são classificados para loucos, por isso muitos atingidos optam por calar a doença, temendo que a sociedade não saiba como lidar com seu estado.

QUEM SOFRE MAIS, MULHERES OU HOMENS?
A incidência é muito maior entre as mulheres do que entre os homens (a proporção é de dois casos entre elas para cada caso entre eles), todavia, ainda não há uma explicação científica que elucide a fato da mulher ser mais suscetível à depressão. Há algumas teorias, entre elas a flutuação hormonal; Tensão Pré Menstrual (TPM); depressão pós-parto; uso de anticoncepcional. Além disso, as mulheres que tem dupla jornada de trabalho, sofrem mais de estresse que pode desencadear a depressão.

QUAIS OS SINTOMAS?
A depressão varia de pessoa para pessoa, mas há alguns sinais e sintomas que são comuns. 
Sinais e sintomas comuns da depressão:

1) Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias;
2) Anedônia: interesse ou prazer diminuído para realizar a maioria das atividades;
3) Alteração de peso: perda ou ganho de peso não intencional;
4) Distúrbio de sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
5) Problemas psicomotores: agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias;
6) Falta de energia: Sente-se cansado, lento, e fisicamente esgotado. Todo o seu corpo pode sentir-se pesado e até mesmo pequenas tarefas são difíceis de realizar ou a demorar mais tempo para serem concluídas.
7) Auto-aversão: Culpa excessiva, ou seja, sentimento permanente de culpa e inutilidade;
8) Dificuldade de concentração: Dificuldade para se concentrar, tomar decisões, ou lembrar as coisas.
9) Idéias suicidas: pensamentos recorrentes de suicídio ou morte.
10) Irritabilidade ou inquietação: Sente-se agitado, e inquieto. O seu nível de tolerância à frustração é baixo, qualquer coisa lhe incomoda.
11) Dores inexplicáveis: Um aumento do número de queixas físicas, como dores de cabeça, dores nas costas, dores musculares e dor de estômago.


CAUSAS? 
A depressão é uma condição muito pessoal que é acarretada por uma variedade de razões, ou seja, as causas da depressão são múltiplas, de maneira que somadas podem iniciar a doença. Dentre as múltiplas causas podemos citar: 

  • Problemas de relacionamento ou conjugal
  • Recentes experiências de vida stressantes
  • História familiar de depressão
  • Solidão
  • Falta de apoio social
  • Uso de álcool ou drogas
  • Tensão financeira
  • Trauma ou abuso de infância
  • Situação de desemprego ou o subemprego
  • Problemas de saúde ou de dor crônica

 COMO EVITAR A DEPRESSÃO? 
Muitas pessoas não têm as competências necessárias para gerir o stress e as emoções de maneira equilibrada. Construir e desenvolver competências emocionais pode dar-lhe a capacidade de encarar e  recuperar da adversidade, trauma e perda. Ou seja, aprender a reconhecer e expressar suas emoções pode torná-lo mais resistente.

O QUE A FAMÍLIA PODE FAZER PARA AJUDAR UM DEPRESSIVO?
1 – empreste seus ombros e ouvidos, ouça a pessoa deprimida. Apenas esteja ali presente ouvindo o que ela tem a dizer. Na maioria das vezes ela só quer desabafar e perceber que alguém está disposto a ouvi-la.
 2 - Reconheça que a pessoa está sofrendo, pois ela realmente está, é importante que a família entenda que a depressão é uma doença, não é frescura, sinal de preguiça, comodismo e nem passa só com pensamento positivo.
3 – mantenha a calma, tenha paciência, não é fácil ter alguém reclamando toda hora das mesmas coisas, mas é importante que você conserve a calma e não origine mais um problema transformando tudo em discussão.
4 - Deixe bem claro que a pessoa tem seu apoio, saber que se tem alguém com quem contar e que é compreendido ajuda muito na recuperação. 
5 - Não tente bancar o palhaço, para tentar animar o depressivo e nem ficar teimando em dizer toda hora para ela reagir. A depressão é uma doença e a solução depende de um tratamento adequado.
6 - Seja carinhoso, elogie as qualidades e festeje as pequenas melhoras. Assim a pessoa se sentirá querida, reconhecida e importante para você.
7 - Procure se informar sobre a doença para você ficar sabendo o que realmente se passa com o deprimido. Quanto mais conhecimento, mais você poderá ajudar e entender determinados comportamentos.
8 - Deixe que a pessoa sempre participe nas soluções de pequenos problemas cotidianos, fazendo com que se sinta útil, ajudando a levantar a sua autoestima. 
9 - Se o caso for grave, jamais deixe a pessoa sozinha.
10 - Leve a sério comentários sobre suicídio, informando o fato imediatamente ao médico ou ao profissional responsável. 


QUAIS OUTRAS DOENÇAS A DEPRESSÃO PODE DESENCADEAR NO PACIENTE?
A pessoa com depressão está mais sujeita a ser acometida por determinadas doenças dentre elas podemos citar: Acidente Vascular Cerebral (AVC), Ansiedade, Distúrbio do pânico, Doenças cardíacas, Transtorno obsessivo-compulsivo, Transtorno afetivo bipolar, etc.


Psicóloga Joselaine Garcia
CRP/RS 18.433
Psicóloga Clínica
Especialista em Hipnose Condicionativa
Especialista em Hipnoterapia  cognitiva
Pós graduada  em Docência Universitária

Membro do Latin American Quality Institute

   B L O G U E I R A -    Blog: http://joselainegarcia.blogspot.com.br/

Colabora regularmente com a imprensa escrita, rádio e televisão.

Psicóloga laureada com diversos prêmios: Internacional, Nacional e Estadual 

CONSULTÓRIO DE PSICOLOGIA 
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