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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

NEUROCIÊNCIA e HIPNOSE: O lado sério da Hipnose

Neurociência aplicada a terapia


A Neurociência por trás da Hipnose. 

Novos avanços no campo da Neurociência estão ocorrendo muito rapidamente, desafiando e até mesmo contradizendo as suposições anteriormente assumidas.

A maior parte das pesquisas centra-se no conceito de neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se reestruturar por meio da formação de novas conexões neurais devido à estimulação ambiental, comportamental ou neural.

A fundamentação científica número um da hipnose é a neuroplasticidade. 

A plasticidade cerebral é a capacidade de modificação do tipo, forma, função e número das sinapses que envolvem os circuitos cerebrais na raiz da experiência, ou seja, as alterações produzidas no ambiente, no organismo ou causadas por lesões.

Uma doença de neuroplasticidade usando uma metáfora, a hipnose seria uma “ponte levadiça” que ao baixar, permite que acesse o inconsciente e obtenha uma comunicação direta e efetiva com ele.

Uma vez acessado o inconsciente (já que se desligou o lado crítico da consciência), é possível compreender o funcionamento de seu próprio organismo, descobrindo os fatores que causam suas angústias, para depois aprender a controlá-las.

A neuroplasticidade possibilita que sejam feitas modificações sinápticas. 

Modificação sináptica é um processo no qual o sistema nervoso reforça certos caminhos e enfraquece outros, resultando em exclusivos padrões eletroquímicos.

Em outras palavras, podemos modificar procedimentos, ressignificar memórias, criar âncoras, etc.
Durante a hipnose, ocorre um aumento de liberação de proteínas para a massa branca do cérebro, onde encontra-se a camada da mielina, cuja principal função é fortalecer as sinapses. 

Ao diminuir a atividade das frequências cerebrais, o sistema límbico, através do hipotálamo, direciona o comando para o sistema nervoso parassimpático, onde enfatizará as faculdades de visualização, memória, atenção, aprendizagem, vontade, motivação, alegria e bem estar.

Em todas as atuações do sistema nervoso autônomo parassimpático – ativado durante a hipnose – ocorre um aumento do nível de energia do cérebro, ocorrendo um processo de interiorização (o input da fonte de informação muda a predominância do externo para o interno).

Quando alguém dá menos atenção para a informação que vem dos sentidos (exterior), mais atenção é dada para a informação interna, buscando na memória e nas camadas mais internas do inconsciente.
Nenhuma parte do cérebro é efetivamente desligada durante a hipnose. 

Ao invés disso, a conexão de certas áreas é modificada, com separações entre algumas delas e maior integração entre outras.

Dessa forma, a pesquisa afirma que o estado de hipnose representa um diferente estado de consciência, e não a falta dela.

A amígdala, durante a hipnose, permite que o sistema parassimpático seja ativado, produzindo uma tranquilidade em todo sistema límbico.

Estudos neurofisiológicos indicam efeitos mensuráveis e específicos da hipnose sobre áreas cerebrais e sistemas orgânicos.

A amígdala também é essencial para a interpretação e a expressão do componente emocional da linguagem, e por essa razão, pode ser ativada pelo tom emocional da sua sugestão.

Sob hipnose, há um reforço de energia (concentração) no sistema límbico; pelo fato desta energia ser positiva e encontrar-se em uma frequência de indução muito baixa, de relaxamento, o hipotálamo tende a frear todo mecanismo do organismo, ativando o sistema parassimpático cuja característica fisiológica é de manter a paz, a serenidade e tranquilidade no organismo.

Logo, os níveis de atenção, serão voltados para suas memórias através do hipocampo, para as emoções, medos e traumas através da amígdala e obterá o controle mais favorável delas através da ínsula.





Psicóloga Joselaine Garcia
CRP  07.18433
Psicóloga Clínica
Hipnóloga Clínica
Psicoterapeuta
Hipnoterapeuta
Especialista em Hipnose Cçínica
Especialista em Terapia de Casal
Especialista  em Docência Universitária
Premiada Internacionalmente

Membro do Latin American Quality Institute

   B L O G U E I R A -    Blog: http://joselainegarcia.blogspot.com.br/

Colabora regularmente com a imprensa escrita, rádio e televisão.

Psicóloga laureada com diversos prêmios: Internacional, Nacional e Estadual 

CONSULTÓRIO DE PSICOLOGIA 
Rua Barão do Rio Branco 1701, sala 101  | Fone : 55.99167-7928
CRUZ ALTA RS,

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

FERIDAS EMOCIONAIS

As experiências dolorosas que se desenvolvem ao longo de nossas vidas modelam nossas feridas emocionais. Estas feridas podem ser diversas e advêm de muitas maneiras: abandono, rejeições, decepções, erros, perdas, sentimentos de culpa, conflitos nos relacionamentos, críticas e crises profissionais.

As feridas emocionais, de uma forma ou de outra, estão ligados à violência que é cometida contra o ser humano de forma sutil e silenciosa. Elas podem ter consequências nas várias etapas da existência humana.

Essas experiências dolorosas podem gerar maturidade ou angústia, segurança ou traumas, líderes ou vítimas. Algumas pessoas conseguem livrar-se de eventos traumáticos melhor do que outros.

Quando somos magoados, vivemos constantemente situações que tocam a nossa dor e nos fazem colocar várias máscaras por medo de reviver o sofrimento. Porém,  devemos tomar consciência delas e evitar maquiá-las, porque quanto mais tempo você esperar para curá-las, mais elas podem agravar. 

Normalmente tentamos esconder a ferida que mais nos faz sofrer porque temos medo de encará-la de frente e reviver a nossa dor. Isso nos faz usar “máscaras” e agravar as consequências do problema que temos, pois deixamos de ser nós mesmos.

Curar uma ferida denota aceitá-la, observá-la cuidadosamente e saber que ter situações dolorosas a resolver é parte da experiência humana.

O ideal é livrar-se dessas máscaras o mais rápido possível, sem críticas ou julgamentos, pois isso permitirá identificar como devemos tratar as nossas feridas, os nossos traumas para, assim, curá-las definitivamente.

Você pode tirar a máscara em um dia, ou levá-la consigo durante meses ou anos.


No entanto, devemos tomar consciência delas e evitar maquiá-las, porque quanto mais tempo você esperar para curá-las, mais elas podem agravar. As feridas emocionais (os traumas) podem afetar o funcionamento cognitivo, a saúde física e as relações interpessoais.

Joselaine Garcia
CRP/RS 18.433

Psicóloga Clínica
Hipnóloga Clínica
Hipnoterapeuta  Condicionativa
Hipnoterapeuta   Cognitiva
Especialista em Docência Universitária

Credenciada ao Instituto Brasileiro de Hipnologia
Membro da Sociedade Ibero-Americana de Hipnose Condicionativa
Membro do Latin American Quality Institute

 Colabora regularmente com a imprensa escrita, rádio e televisão.

Psicóloga laureada com diversos prêmios: Internacional, Nacional e Estadual 

CONSULTÓRIO DE PSICOLOGIA EM CRUZ ALTA RS,
Rua Barão do Rio Branco 1701, sala 101  l  Fone : 55.9167-7928

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

SUÍCIDIO ESTÁ ENTRE AS 10 PRINCIPAIS CAUSAS DE MORTE

Psicóloga Joselaine Garcia




Entrevista protagonizada ao Jornal Diário Serrano da Cidade de Cruz Alta, ed. do dia 16 de novembro de 2014 - Assunto: Suicídio e autoestima - 

LEIA A ENTREVISTA NA INTEGRA, 
O QUE FOI E O QUE NÃO FOI PARA A pag. DO JORNAL

REPÓRTER
- COMO DESENVOLVER E MANTER AUTOESTIMA?
PSICÓLOGA Autoestima é o julgamento que você faz de si mesmo, é autoconfiança, auto-respeito e auto-aceitação. Por conseguinte o primeiro passo para melhorar a auto-estima, é identificar os comportamentos e as crenças negativas que foram edificados durante a vida, por exemplo: acreditar-se incapaz de alcançar grandes projetos, de arrumar um bom marido ou uma boa esposa e crer que ascender na carreira e ganhar mais dinheiro é prerrogativa apenas das outras pessoas. Destarte a primeira grande dica pra vencer a falta de auto estima é ter consciência. Consciência do que você foi um dia, do que você é hoje, e de quem você é de verdade
.
Muitas pessoas tentam viver sem pensar, sem examinar conseqüências, sem auto avaliar-se. Somente existe, levanta da cama pela manhã e vai para vida como se fosse um robô, sem sentir-se, sem se perceber. Ser consciente é estar de corpo e alma em cada coisa que faz.

Ter consciência constitui usar adequadamente sua capacidade de pensar, raciocinar, de se aceitar e atuar conforme decidir. É isso que nos torna humanos. Usar a nossa consciência é sair do automático e passar a escolher.

Auto-aceitação implica em acolher seus sentimentos, até mesmo os negativos. Olhe seus sentimentos de frente, o que seu medo, sua raiva, sua insegurança estão lhe dizendo, analise e dialogue com eles, aceite que eles existem e assim você vai compreender que é possível superá-los.

A análise feita com um Psicólogo é o método mais eficaz para o autoconhecimento.

REPÓRTER
- QUAL A IMPORTÂNCIA DISSO PARA A VIDA DE CADA PESSOA?
PSICÓLOGA A autoestima é a melhor aliada do sucesso na profissional e vida pessoal. Uma pessoa com autoestima alta confia que tem o controle da própria vida, sente-se confiante em lidar com os imprevistos e ambiciona alcançar o sucesso na vida pessoal e profissional. 

A baixa autoestima é, em muitos casos, a principal causa para depressão, ansiedade, medo, fobias, enfim, uma série de outros problemas. Quando uma pessoa não gosta de si mesma prontamente ela concebe que as outras pessoas também não podem gostar dela e por essa razão opta por se esconder e evitar contato com os seus semelhantes.

A autoestima é fundamental não apenas para as pessoas, mas igualmente para as famílias, os grupos, as equipes esportivas, as empresas, sem ela, não há terreno fecundo.

É importante salientar que não há idade-limite para conquistá-la.

REPÓRTER 
- COMO LIDAR COM TRAUMAS? É POSSÍVEL ESQUECER, SUPERAR OU CONVIVER COM ELES? DE QUE FORMA? - CONCEITO DE TRAUMA?
PSICÓLOGA Na nossa prática profissional o trauma psíquico é um tema inseparável da clínica. Quando alguém procura tratamento psicoterapêutico, quase sempre é porque algum acontecimento transtornou o equilíbrio em que vivia, exigindo uma reformulação em sua maneira de se colocar na vida.

Um trauma psicológico decorre de uma experiência dolorosa que, por não se suportar ou por se encarar com dificuldade, decide esconder-se na memória, é aquilo que a mente procura esconder, porém é sistematicamente exposto pelos comportamentos, pelas verbalizações, pela postura e, várias vezes, pela patologia de órgãos e sistemas do corpo humano.

Os traumas psíquicos podem ter conseqüências nas várias etapas da existência humana. Um trauma psicológico é algo que não deixa marcas físicas expostas no corpo ou que podem ser vistas através de algum exame, porém, suas conseqüências podem tomar dimensões significativas, prejudicando não só a infância, como a adolescência e vida adulta do sujeito.

Fundamentalmente, a fase da vida onde ele ocorre (quanto mais cedo, maior o efeito negativo), a severidade do trauma, o tempo de exposição ao trauma e o número de eventos acontecidos vão determinar a severidade dos danos emocionais causados. Os traumas podem afetar o funcionamento cognitivo, a saúde física e as relações interpessoais.

Algumas pessoas conseguem livrar-se de eventos traumáticos melhor do que outros Chamamos essa capacidade de resiliência. O resiliente seria alguém capaz de se tornar uma pessoa melhor depois de uma situação traumática. A maneira como enfrentamos nossos traumas, as rejeições, decepções, erros, perdas, sentimentos de culpa, conflitos nos relacionamentos, críticas e crises profissionais, pode gerar maturidade ou angústia, segurança ou traumas, líderes ou vítimas.

Psicoterapias mostram ótimos resultados no tratamento de traumas, ajudam o paciente a compreender e a resignificar as experiências traumáticas. A psicoterapia nos casos de trauma não te faz esquecer o passado, mas ajuda a compreendê-lo de outra forma, resignificar a sua vida afim que você possa ser um resiliente.

REPÓRTER
- QUAL A RELAÇÃO ENTRE DEPRESSÃO E AUTOESTIMA/TRAUMA?
 PSICÓLOGA - Encontramos questões relativas à auto-estima em toda dificuldade emocional. Se você pensar em cada transtorno emocional, depressão, ansiedade, síndrome do pânico, você verá em cada um destes transtornos a autoestima prejudicada. A falta de autoestima está abarcada na maioria das dificuldades emocionais.

Ter baixa auto-estima não significa, fundamentalmente, ter depressão, mas uma coisa pode levar a outra. Uma pessoa com baixa auto-estima se enxerga de maneira negativa, mas consegue levar uma vida normal. Quem tem depressão, além dessa visão negativa, perde a motivação para viver. Mas um indivíduo com depressão sempre tem auto-estima baixa, pois essa sensação de incapacidade é um dos aspectos que podem torná-lo depressivo.

Não podemos deixar de pensar que eventos traumáticos na infância são também fatores para uma autoestima baixa, para uma depressão bem como fatores de risco para o suicídio.

REPÓRTER
- O QUE PODE LEVAR A UMA IDEIA SUICIDA? COMO ACABAR COM ESSA IDEIA?
PSICÓLOGAHá causas genéticas e biológicas, o grau de impulsividade e agressividade, abusos físicos ou sexuais, entre outros.  Há pesquisas que demonstram que até o perfeccionismo está associado ao suicídio, especialmente de adolescentes. Existem, também, causas imediatas predisponentes como fracasso amoroso, perda do emprego, falência financeira ou morte de um ente querido que agem como o último empurrão para o suicídio. Portanto, sempre há muitos fatores que se combinam e que ocasionam o suicídio. Nunca é apenas um motivo.

Mais de um milhão de pessoas tiram a própria vida todos os anos no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde o suicídio esta entre as dez principais causas de morte. Os fatores determinantes do suicídio são múltiplos e de interação complexa, apesar dos fatores que contribuem para a ideação suicida variarem, os mais vulneráveis são os jovens, os mais idosos e os socialmente isolados.

Falar e uma das principais maneiras de prevenir o suicídio. Falo isto porque, sendo o suicídio um ato, e o ato, por significado, aquilo que supre um dizer, destarte, se atuo não preciso falar, se falar não atuo. Ou seja, se oferecemos ao sujeito um lugar onde possa falar, muito freqüentemente ele não precisara mais atuar. Falar no lugar de atuar.  Nesse sentido, se o sujeito tem com quem falar sobre seu sofrimento, se sua fala é acolhida por alguém que esta interessado e disposto a escutá-lo sem criticas ou julgamentos, essa é uma forma eficaz de prevenção do suicídio.

No núcleo familiar e comunitário, a melhor prevenção é falar sem receio sobre suicídio e saber identificar os pedidos de socorro das pessoas próximas. Nenhuma pessoa precisa dar uma solução para os problemas do outro, deve apenas aprender a ouvir. As pessoas encontram as soluções dentro de si quando falam e refletem sobre seus conflitos e emoções.

Pessoas que apresentam um comportamento suicida carecem de acompanhamento psicológico e, se necessário, tratamento psiquiátrico concomitante.

DrªJoselaine Garcia
Psicóloga e Hipnóloga
CRP 07/18433 e SIAHC 1488
Pós Graduada em Docência Universitária
Hipnóloga credenciada ao Instituto Brasileiro de Hipnologia
Membro da Sociedade Ibero-Americana de Hipnose Condicionativa
Psicóloga laureada com diversos prêmios a nível:
         Nacional, Sul Brasil,  Estadual e Mercosul
Colabora regularmente com a imprensa escrita, rádio e televisão.
Blog: joselainegarcia.blogspot.com