quinta-feira, 1 de maio de 2014

OS SEGREDOS DE UMA RELAÇÃO - MÃE E FILHO

A função materna é fundamental para a organização psíquica da criança e sua constituição como sujeito. Pode-se dizer que é a partir da organização psicológica desenvolvida do relacionamento com a mãe ou com a sua cuidadora que a criança adquiri a capacidade de se relacionar com o mundo.

A vida mental da criança é influenciada por emoções primitivas e fantasias inconscientes, Klein (1997). O recém-nascido conhece uma ansiedade de natureza persecutória e sente, de forma inconsciente, como se todos os desconfortos lhe fossem impostos por forças hostis, o que desencadeia uma ansiedade da qual o ego necessita se livrar, e para isso, projetar.

O adulto, “o outro”, registra as primeiras marcas no bebê, as quais serão a base do seu aparelho psíquico. O adulto investido de cuidar da criança, que comumente é a mãe, irá conduzi-lo conforme os significantes de sua história e de acordo com o lugar que esses significantes concedam ao objeto que tem em suas mãos.

Conforme os pressupostos lacanianos, a mãe sustenta para o seu bebê o lugar de Outro primordial. Conduzida pelo desejo, antecipará em seu bebê uma vivência que ainda não está lá, mas que virá a se instalar precisamente porque foi suposta. Por meio do seu olhar, palavras e gestos, a mãe desenha o mapa libidinal que recobre o corpo do bebê (Kupfer, 2000).

EXPLICANDO....

O bebê, no início da vida, é acometido por medos, ansiedades e terrores, pois está diante de sensações corporais e estímulos que, não têm nenhum sentido para ele. Se a mãe (ou pessoa que desempenha a função materna) for receptiva e compreensiva, terá condições de ajudá-lo a “digerir” esses sentimentos estranhos, conferindo-lhes sentidos e contendo sua ansiedade.

No princípio a criança nem percebe a diferença entre ela e a mãe, pensa que são uma coisa só, percebe isso como uma unidade. Só com o tempo e com os cuidados que a mãe destina a ela é que a criança vai compreender a diferença entre eles e por fim entender a individualidade de cada um.

É a mãe ou a pessoa que vai cumprir a função materna quem vai apresentar o mundo para a criança, o resultado é que parte da sua visão de mundo é “transferida” para o filho. Ela coloca um pouco de si no que está mostrando, a forma de ver, a visão dela.

Muitas coisas vão se repetindo, acontece um processo que chamamos de transgeracionalidade, ou seja, aquilo que eu recebi da minha mãe, passo para os meus filhos, e eles vão passar para os meus netos.

Todo o desenvolvimento da personalidade, de tudo o que a criança vai ser no futuro, está de certa maneira nas mãos dos pais, mas em primeiro lugar da mãe. O pai tem o seu papel, muito importante, mas a mãe é o primeiro contato.

Muitas pessoas não sabem da importância do afeto que a mãe passa para a criança
fisicamente, dando mamadeira, amamentando, segurando no colo, fazendo carinho, dando banho, pegando na mão. Em todos esses momentos ela está passando literalmente calor humano e a sua presença, mostrando que está ali. Tudo isso no futuro vai contribuir para que essa criança seja segura. Porém, tudo isso deve ser muito bem dosado, pois é importante observar que esses cuidados dependem da necessidade de cada criança, pois cada ser humano responderá ao ambiente de maneira própria, apresentando, a cada situação, condições, potencialidades e dificuldades distintas.

A “mãe suficientemente boa”, como se diz na psicanálise, é a que promove o encontro do vínculo afetivo pelas necessidades fisiológicas até os processos de separação, gerando confiança na criança para suportar-se sozinha após. Cria condições de separação gradual, proporcionando subsídios de apoio ao filho em processo de crescimento psicoemocional e físico.


 A acolhida psíquica da figura materna para com seu bebê é de extrema importância para a constituição do eu, sendo a base fundamental para todos demais relacionamentos do bebê no mundo externo. O saudável relacionamento mãe-bebê representa, desse modo, segurança e proteção para a criança, contribuindo fundamentalmente para o desenvolvimento adequado do aparelho psíquico.

JOSELAINE GARCIA
Psicóloga e Hipnóloga
CRP 07/18433 e SIAHC 1488
Pós Graduada em Docência Universitária
Hipnóloga credenciada ao Instituto Brasileiro de Hipnologia e
Membro da Sociedade Ibero-Americana de Hipnose Condicionativa
Consultório Psicológico em Cruz Alta - RS            

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Prêmios recebidos em 2013
* Psicóloga Destaque Mercosul, Prêmio Master Mercosul 2013, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
* Psicóloga Destaque Estadual, Prêmio Master Estadual 2013, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
* Psicóloga Destaque Municipal 2013, no município de Cruz Alta/RS, Conforme pesquisa da Empresa Exclusiva Pesquisas

Prêmios recebidos em 2012
* Psicóloga Destaque Nacional, Prêmio Master Nacional Integrado 2012, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
* Consultório de Psicologia destaque na Região Sul do Brasil, (RS, PR, SC), Prêmio Master Sul Brasil 2012, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
* Consultório de Psicologia destaque Estadual, Prêmio Master Estadual 2012, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
* Psicóloga Destaque Estadual 2012, Troféu Master Estadual 2012, conforme pesquisa da Empresa Master Pesquisas.
* Psicóloga Destaque Municipal 2012, no município de Cruz Alta/RS, Conforme pesquisa da Empresa Exclusiva Pesquisas.
* Psicóloga Destaque Municipal 2012, no município de Cruz Alta/RS, Conforme pesquisa da empresa Ouro Pesquisa e Publicidade.

Prêmios recebidos em 2011
* Psicóloga Destaque Municipal 2011, no município de Cruz Alta/RS, conforme pesquisa da Empresa Sul Pesquisas.


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