quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

DEPRESSÃO DE FINAL DE ANO - COMO ENTRAR NO CLIMA DE ALEGRIA QUANDO A TRISTEZA INTERNA É MAIS FORTE?


Natal e Reveillon, estão aí as festas de fim de ano, essas celebrações são excitantes, pela produção em si, pela arrumação dos detalhes, pela recepção e outros aspectos;  por isso também muito esperadas por muitas pessoas .  Entretanto para outros a época é sinônimo de depressão, estresse e ansiedade,

O final do ano nem sempre é um período de alegria para muitas pessoas, é um dia em que muitas pessoas se entristecem, pois as lembranças podem ser dolorosas, alguma feridas ainda não cicatrizadas podem voltar a sangrar, a percepção da realidade pode não agradar.

Poucos imaginam, mas é muito comum aumentar os casos de depressão ou agravamento da doença nessa época. Pesquisas apontam que há um aumento de até 40% nos casos de depressão nesse período.

A TRISTEZA TOMA CONTA DE ALGUMAS PESSOAS DURANTE ESSE PERÍODO DO ANO. A SOLIDÃO, SEPARAÇÃO, O LUTO PELA MORTE DE UM ENTE QUERIDO, A AVERSÃO AO CONSUMO EXAGERADO, enfim vários são os gatilhos desencadeantes da depressão de final de ano.

Uma forma de evitar essa tristeza,  é não ficar sozinho é importante estar rodeado de pessoas para se sentir aconchegado.

No entanto se você  não conseguir lidar com essas situações sozinha, ou se os sintomas de tristeza perdurarem por um tempo o indicado é procurar ajuda profissional.

Algumas dicas para diminuir a "tristeza" de final de ano:

1 – Perceber se há um problema emocional presente nessas datas.
2 – Não tentar ignorar a data, achando que o problema vai embora, ao contrário, esteja ciente dessa, para que você lide melhor com essa situação.
3 -  Estar atento a frustração, caso seus planos não saiam como o planejado.
4 – Não desconsidere as experiências desagradáveis, use-as a seu favor aprenda com os erros.
5 – Nunca tente passar as comemorações só. Sea depressão irão aumentar.
6 – Se estiver distante das pessoas queridas, procure  se ocupar com atividades diversas.
7 – Lembre-se com carinho e não com tristeza dos que já foram e dos que não estão mais na condição de conjugue, ou namorados.
8 – Caso não consiga se engajar em algum grupo, faça parte de um trabalho voluntário.
9 – Mantenha-se ocupado, participando das comemorações, e entrando na confraternização, com isso a depressão com hora marcada irá atrasar e provavelmente nem aparecer em seu contexto natalino e de ano-novo.
10 – Esqueça dos problemas que podem atrapalhar suas comemorações, tais como conjugais, financeiros, pessoais…

Sabemos que não existe receita, cada caso é um caso, mas Tente, ou busque ajuda de um profissional da sua confiança.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Acolhimento Perfeito!

Quero aqui agradecer, sim agradecer, pois estou morando a 10 meses na cidade de Cruz Alta - RS, com consultório de Psicologia funcionando a somente a 6 meses e grande é o carinho que tenho recebido de todos.


Meu maior agradecimento vai para imprensa local, que frequentemente está entrando em contato comigo para entrevistas a rádio, jornal, revistas e TV.

Em apenas 6 meses já colecionei:
- 02 entrevistas a TV Unicruz,
- 07 entrevistas a Rádio, (Rádio Cruz Alta, Rádio Independente e Rádio Diario Serrano)
- 02 entrevistas para Revista Vértice,
- 06 entervista para Jornal ( Jornal Diário Serrano e Jornal Estilo)

Alguns dos Jornais e Revistas em que fui destaque!

ENTREVISTA
REVISTA VÉRTICE ed. Maio 2010

ENTREVISTA
REVISTA VÉRTICE ed. Dezembro 2010


ENTREVISTA
JORNAL DIARIO SERRANO - Cruz Alta/RS
Julho 2010

ENTREVISTA JORNAL ESTILO
Agosto 2010








                







ENTREVISTA JORNAL DIARIO SERRANO
Setembro 2010

MUITO OBRIGADA CRUZ ALTA PELO CARINHO E PELA CONFIANÇA EM MIM DEPOSITADA!

DESEJO A TODOS UM ANO DE 2011 CHEIO DE PAZ E MUITAS ALEGRIAS!

NOVAMENTE NAS PAGINAS DA REVISTA VÉRTICE!

Estou novamente nas páginas da Revista Vértice, da cidade de Cruz Alta, RS.
Em maio de 2010 fui a profissional entrevista nessa mesma Revista, momento em que foi tratado sobre Psicologia Organizacional, agora, no mês de dezembro, os assuntos foram, TACP, Ansiedade e Auto estima! A revista ja esta nas bancas!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

SOU UM CALEIDOSCÓPIO

As coisas que me invadem vão virando caleidoscópio. Movimentam-se gerando desenhos incríveis, coloridos, diversos. Nunca se repetem... São sempre um indo sem fim de combinações e formas. Assim também eu vou me tornando uma soma de tudo o que fui, sou e ainda serei!!!




"Sou o que lembro e também aquilo que esqueço; Sou a palavra que troco e os enganos que cometo, Sou os impulsos a que cedo, muitas vezes “sem querer".

EDUCAÇÃO - EVOLUÇÃO TECNOLOGICA

A crescente evolução tecnológica vem alvitrar novos desafios, hoje já falamos no “novo homem” (DA-COSTA, 1998), homem este gerado a partir das vivências humanas no ciberespaço.
Hoje, na era da tecnologia, cabe ao professor a incumbência de provocar os conteúdos pedagógicos, o novo papel do professor na atualidade é ensinar aos alunos a analisar e administrar na prática, o conhecimento que lhes chega. Este procedimento mostra-se muito mais próximo da nossa realidade hoje do que os procedimentos tradicionais de transmissão do saber.
O desenvolvimento das novas tecnologias não diminui em nada o papel dos professores, antes o modifica profundamente, constituindo uma oportunidade que deve ser plenamente aproveitada, (LIVRO VERDE para a Sociedade da Informação em Portugal, 1997:46). O conceito de educação deve evoluir excedendo as raias do percurso de escolarização, precisa produzir um processo de aprendizagem continua, proporcionando a cada sujeito a capacidade de saber gerir-se num mundo onde a aceleração das transformações se conjuga com o fenômeno do “novo mundo” um mundo globalizado.
Escola e professores encontram-se deparados com novas empreitadas, transformar a escola num lugar mais atraente para os alunos proporcionando—lhes condições para uma apreensão adequada do mundo da informação. Ela tem de passar a ser vislumbrada como um lugar de aprendizagem em vez de um espaço de transmissão de saber, onde o professor se limita a ser difusor do conhecimento ao aluno; Há necessidade de se construir um ambiente escolar onde são fornecidos os meios para se conceber o saber e adquirir competências. Só assim a escola será um dos pilares do conhecimento
Necessitamos produzir novas formas de pensar compondo heterogeneidade e multiplicidade, é mister que o processo educacional produza híbridos (LATOUR), produza algo novo, pois este mundo ordenado, não é um mundo acabado, ele é movimento, vida, turbulência (BALANDIER), a vida é um movimento perpétuo (MAFFESOLI).
Destarte, torna-se imprescindível informar, formar e habilitar o profissional para que possa lidar com esses novos processos da atualidade, formar sujeitos com uma visão metacognitiva (SANTOS), sujeitos com consciência crítica e disposição para perceber, sentir, pensar e agir neste mundo turbulento, globalizado, sujeitos capazes de gerir o conhecimento que lhes chega.

NARCISISMO CORPORATIVO!!!!



SEM COMENTÁRIOS!!!


A CHARGE DIZ TUDO!

DEPRESSÃO



Todo mundo uma vez ou outra na vida se sente deprimido ou triste. É uma reação natural, mas às vezes, o sentimento de tristeza se torna intenso, dura longos períodos e retira a pessoa da vida normal.

A depressão é o mais comum dos transtornos mentais, mas é uma doença tratável.
.


A Organização Mundial da Saúde calcula que, em vinte anos, a depressão ocupará o segundo lugar no ranking dos males que mais matam

Mais de 10% das pessoas que têm depressão se suicidam.




Como saber quando preciso de ajuda?
Quando a depressão estiver afetando negativamente sua vida, como ao causar dificuldades nos relacionamentos, nas questões do trabalho ou disputas familiares ou quando estiver tendo pensamentos suicidas.


Que profissional procurar para o tratamento da depressão?

 
PsiquiatraMédico especializado em tratar distúrbios psicológicos. Como os psiquiatras são médicos, eles podem prescrever remédios, como antidepressivos. Alguns também são psicoterapeutas.

PsicólogoProfissional que se especializa em tratar distúrbios mentais ou emocionais. Em geral, ele usa a psicoterapia para tratar pessoas em depressão.

A Terapia:

A psicoterapia ou simplesmente terapia é a primeira forma de tratamento recomendada para a depressão. Envolve um conjunto de técnicas. Durante as sessões, o paciente conversa com um especialista em tratamento de doenças mentais (psicólogo ou psiquiatra) que vai ajudá-lo a identificar e trabalhar fatores que possam estar causando a depressão. Muitas vezes, esses fatores emocionais se unem a outros como hereditariedade e desbalanceamentos químicos.

Como a terapia ajuda na depressão?
A terapia ajuda a pessoa com depressão:
1. A entender comportamentos, emoções e idéias que possam estar contribuindo para a doença ;
2. Identificar e entender problemas ou eventos da vida, como uma doença grave, a morte de alguém, a perda de um emprego, uma separação;
3.Recuperar o prazer pela vida e o sentimento de controle sobre ela;
4.Aprender técnicas para lidar com os problemas.

Aqui estão alguns sinais aos quais você deve ficar atento:

PSICOLÓGICOS
Ansiedade
Problemas de concentração
Baixo-astral
Problemas de memória
Impulsos suicidas
Alucinações
Perda de interesse em coisas habituais
Delírios
Embotamento emocional


FÍSICOS
Cansaço
Constipação
Irregularidades na menstruação
Perda de interesse no sexo
Problemas com o sono
Lentidão física e mental
Aumento ou falta de apetite
Aumento ou perda de peso

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ANSIEDADE!

Você já parou para refletir por quanto tempo de sua vida você fica ansioso?
Que preço tem essa ansiedade toda?

A ansiedade é uma sensação generalizada, incompreensível que provoca sintomas diversos para cada pessoa, entre eles temos: taquicardia, falta de ar, suores, nervosismo, problemas digestivos (enjôos, gases, prisão de ventre), fome exagerada (gula), ingestão exagerada de bebidas alcoólicas ou calmantes, medos que se tornam irracionais e sem sentido, ficar irritado e provocar brigas e discussões por nada, etc...
Os sintomas incomodam tanto que os ansiosos buscam qualquer maneira para acabar com eles: quem come em excesso e engorda demais, procura uma dieta milagrosa, faz grandes sacrifícios e loucuras para emagrecer rápido (muitas vezes ocasionando outros problemas de saúde); as pessoas que tem falta de ar e taquicardia, pensando que terão um infarto, fazem uma via sacra por vários médicos, submetem-se a fazer uma quantidade de exames e nunca acreditam quando os resultados são normais.
Observe: as pessoas fazem muitas tentativas para eliminar os sintomas que a ansiedade causa e nenhuma delas resolve o problema porque são tentativas para acabar com os sintomas físicos que ela traz. O problema não se resolve porque as pessoas tratam apenas dos sintomas físicos provocados pela ansiedade , quando, na realidade, é preciso tratar as causas da ansiedade!
A ansiedade muitas vezes é gerada pela mania de perfeição, por não querer magoar os outros, pelo choque de exigências conflitantes, por impulsos autodestrutivos, por medo das críticas, medo de errar, por preocupações excessivas, por atitudes e pensamentos equivocados que aprendemos a partir da infância, entre outros fatores.

E como resolver?Bem não existe receita pronta, o tratamento, psicoterapia, é adequado para as características individuais e os problemas do paciente, mas vai uma dica.
Respire corretamente! (Ajuda a relaxar!)
Pratique exercícios físicos regularmente!
Procure um(a) psicólogo(a)! Assim você vai aprender a lidar com as causas da ansiedade!


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A IMPORTÂNCIA DA AUTO-ESTIMA!

                      UM OLHAR PARA MIM!

 
A auto-estima é a melhor aliada do sucesso na vida pessoal e profissional. Não há idade limite para conquistá-la.
Baixa auto-estima é um dos motivos mais freqüentes de sofrimento.
Conservar a auto-estima implica em acreditar em sua capacidade, gostar de si próprio, ter confiança em si mesmo. É a chave para se ter uma vida feliz e com sucesso nos relacionamentos de qualquer natureza. Ter auto-estima torna a pessoa menos vulnerável a julgamentos externos. Sem auto-estima, tornamo-nos inseguros e vulneráveis a diversos distúrbios de personalidade.
A Baixa Auto-Estima é uma característica das pessoas que se sentem inadequadas para enfrentar os desafios da vida, não acreditam nos seus potenciais e capacidade de dar resposta às questões da vida. Tem uma estrutura emocional pouco sólida que origina o pessimismo e a negatividade.

Alguns dos sintomas da baixa auto-estima:
  • Necessidade excessiva em agradar as pessoas, de aprovação e reconhecimento;
  • Dificuldades em dizer não;
  • Necessidade de chamar a atenção;
  • Dificuldades em aceitar elogios;
  • Culpar os outros pelos próprios erros;
  • Não aceitar critica;
  • Não acredita em si mesmo: insegurança/timidez;
  • Não se permite errar, perfeccionista;
  • Dúvidas constantes, dúvida de seu próprio valor;
  • Depressão, ansiedade, inveja;
  • Medo, raiva, agressividade;
  • Dificuldade em crescer profissionalmente.
Algumas das causas da baixa auto-estima:
  • Autocríticas, críticas;
  • Culpa, abandono, rejeição;
  • Maus-tratos, abuso físico, sexual e emocional;
  • Carência, comparações, frustração;
  • Vergonha, cobranças, inveja;
  • Insegurança, timidez, medo, humilhação, raiva;
  • Perdas e dependência (financeira e emocional).
               Como podemos perceber muitos fatores considerados como causas de nossos sofrimentos nada mais são do que sintomas da falta de consciência do valor que se tem. Como se livrar desses sintomas? Não, não há receita pronta, há sim muito trabalho, começando a se conhecer cada vez mais.
O autoconhecimento é o melhor caminho para elevar auto-estima, pois à medida que você se conhece, e começa a agir de modo coerente entre o sentir, pensar e agir, começa também a se respeitar muito mais, não permitindo que não te respeitem na mesma proporção. Com isso, começa a se admirar e se amar. E aquilo que não gosta em si mesmo, aos poucos pode mudar.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Conheça as 10 razões da Psicologia contra a redução da maioridade penal:



 1. A adolescência é uma das fases do desenvolvimento dos indivíduos e, por ser um período de grandes transformações, deve ser pensada pela perspectiva educativa. O desafio da sociedade é educar seus jovens, permitindo um desenvolvimento adequado tanto do ponto de vista emocional e social quanto físico;
2. É urgente garantir o tempo social de infância e juventude, com escola de qualidade, visando condições aos jovens para o exercício e vivência de cidadania, que permitirão a construção dos papéis sociais para a constituição da própria sociedade;
3. A adolescência é momento de passagem da infância para a vida adulta. A inserção do jovem no mundo adulto prevê, em nossa sociedade, ações que assegurem este ingresso, de modo a oferecer – lhe as condições sociais e legais, bem como as capacidades educacionais e emocionais necessárias. É preciso garantir essas condições para todos os adolescentes;
4. A adolescência é momento importante na construção de um projeto de vida adulta. Toda atuação da sociedade voltada para esta fase deve ser guiada pela perspectiva de orientação. Um projeto de vida não se constrói com segregação e, sim, pela orientação escolar e profissional ao longo da vida no sistema de educação e trabalho;
5. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) propõe responsabilização do adolescente que comete ato infracional com aplicação de medidas socioeducativas. O ECA não propõe impunidade. É adequado, do ponto de vista da Psicologia, uma sociedade buscar corrigir a conduta dos seus cidadãos a partir de uma perspectiva educacional, principalmente em se tratando de adolescentes;
6. O critério de fixação da maioridade penal é social, cultural e político, sendo expressão da forma como uma sociedade lida com os conflitos e questões que caracterizam a juventude; implica a eleição de uma lógica que pode ser repressiva ou educativa. Os psicólogos sabem que a repressão não é uma forma adequada de conduta para a constituição de sujeitos sadios. Reduzir a idade penal reduz a igualdade social e não a violência - ameaça, não previne, e punição não corrige;
7. As decisões da sociedade, em todos os âmbitos, não devem jamais desviar a atenção, daqueles que nela vivem, das causas reais de seus problemas. Uma das causas da violência está na imensa desigualdade social e, conseqüentemente, nas péssimas condições de vida a que estão submetidos alguns cidadãos. O debate sobre a redução da maioridade penal é um recorte dos problemas sociais brasileiros que reduz e simplifica a questão;
8. A violência não é solucionada pela culpabilização e pela punição, antes pela ação nas instâncias psíquicas, sociais, políticas e econômicas que a produzem. Agir punindo e sem se preocupar em revelar os mecanismos produtores e mantenedores de violência tem como um de seus efeitos principais aumentar a violência;
9. Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, não a causa. É encarcerar mais cedo a população pobre jovem, apostando que ela não tem outro destino ou possibilidade;
10. Reduzir a maioridade penal isenta o Estado do compromisso com a construção de políticas educativas e de atenção para com a juventude. Nossa posição é de reforço a políticas públicas que tenham uma adolescência sadia como meta.

Fonte:

domingo, 28 de novembro de 2010

A INVEJA

Hoje vou falar um pouquinho sobre a INVEJA. Todos nós sentimos naturalmente inveja (o que nos consola profundamente), seja duma forma mais ou menos positiva. Mas quantas vezes na nossa vida somos vítimas da inveja desenfreada de pessoas com quem somos obrigados a conviver?
Muitos invejosos negam a sua patologia e, assim afundarão na mediocridade e poucos conseguirão construir para si mesmo. O tratamento psicoterápico pode ser de grande valia para os invejosos.
Quando a inveja se reflete na sua estrutura-mãe, o invejoso toma consciência deste sentimento e passa a aprender a lidar com a inveja inserida em seu comportamento.
                  O mecanismo responsável pelos ressentimentos do invejoso é a comparação, que normalmente atinge pessoas com baixa-estima que ao se compararem aos outros, exacerbam o seu comportamento invejoso.
Autores de formação psicanalítica consideram a inveja como um sentimento complexo, e não como um impulso ou um derivativo dos instintos e isso ocorre num estágio em que a diferenciação entre o self (eu) e o objeto ainda é muito sutil, levando a sensações que os autores denominam  de "precursores da inveja", considerando a inveja propriamente dita um sentimento universal, cuja intensidade depende das interações sujeito-objeto, e que ocorrem durante o processo de diferenciação.
Tal desequilíbrio entre o nosso eu e o dos outros é decorrente, de processo comparativo, que desde cedo a pessoa passa a viver.  A constante comparação, não assimilada pelos mecanismos de defesa, gera a tendência do indivíduo  desconsiderar que é possuidor do sentimento de inveja, porque este comportamento não aparece tão claro assim.
As pessoas invejosas geralmente são ansiosas e portadoras da tristeza, com alto índice de ira e revolta típica da depressão. Tais emoções se caracterizam por experiências afetivas traumatizantes, como é o caso de crianças que sofreram perdas na  infância, ou situações desagradáveis e negativas que repercutem no seu componente psico-físico. Estas reações embora vivenciadas por todos os seres humanos em inúmeras situações, são desvinculadas da cultura e posição social e econômica em que vivem e o desajustamento pode ser em razão de transtorno de saúde mental (angústia, ansiedade, depressão, etc.) ou física. Tais transtornos atingem níveis intensos provocando a eliminação de hábitos saudáveis tais como exercícios físicos, lazer etc. Passam em conseqüência ao consumo de álcool, drogas ilícitas ou não como calmantes etc. podendo desencadear pelo uso constante  o estágio das práticas de “drogadição”.
Hoje há dados suficientes para afirmar que as emoções positivas potencializam a saúde mental, enquanto as emoções negativas, como a inveja, tendem a diminuí-la.
O invejoso é normalmente inseguro, supersensível, irritadiço, desconfiado, observador minucioso e investigador da vida alheia; sempre armado e alerta contra tudo e contra todos, finge superioridade quando, na realidade sente-se inferiorizado. O comportamento descrito o leva a exaustão, porque necessita ocultar o seu precário estado de harmonia interior.
               Trago aqui alguns tipos de inveja: a Compulsiva, verdadeira, lamentação, mascarada, piedosa, melancólica, maledicente, competitiva, odiosa, insesata, passiva, medíocre, orgulhosa, vaidosa e neurótica.
Pois bem, o fato é que a inveja existe e está presente em todas as esferas do relacionamento humano, manifestando-se em todas as vertentes do nosso quotidiano. Entre amigos, colegas ou até familiares, são frequentes as invejas motivadas por comparações desfavoráveis do status de uma pessoa em relação à outra. Aliada ao ciúme, à mágoa, à falta de auto-estima ou à falta de iniciativa em conseguir obter o que os vitoriosos obtêm, a inveja pode, contudo, ser positiva: quando tomamos alguém bem sucedido como referência para atingirmos o que ele conseguiu atingir, rumo ao sucesso. Neste caso, é necessária uma auto-estima que te torne confiante nas tuas capacidades. Por outro lado, o invejoso, sendo uma pessoa frágil, rende-se à sua própria insignificância. A crítica é um exemplo, sendo das máscaras da inveja a mais sutil e, ao mesmo tempo, a mais evidente. Isto porque, sempre que caluniamos alguém (ou o criticamos destrutivamente) será porque nos sentimos inferiores a essa pessoa. Daí essa necessidade em falar mal da pessoa que tanto invejamos.
Cada um tem as suas potencialidades e peculiaridades que me podem tornar vitorioso. Como tal, é na auto-comparação que eu reconheço as minhas próprias capacidades. É esta procura de mim mesmo que permite a valorização pessoal.
 Normalmente o invejoso não se ama, vai se auto destruindo quer fisicamente pelas psicossomatizações e psicologicamente destruindo a sua auto-aceitação, ponto de apoio de todo o sucesso pessoal.
Assim, quem sai mais prejudicado da inveja não são os outros, mas quem inveja. Ela é destrutiva, corrói a auto-estima, destrói o crescimento individual, destruindo a sua auto-aceitação porque não produz mudanças favoráveis ao desenvolvimento do invejoso, enquanto pessoa.


FONTES:
KLEIN, M. Psicanálise da Criança. São Paulo, Ed. Mestre Jou , 1969.
________ Inveja e Gratidão e outros trabalhos. Rio de Janeiro, Imago ,
LAPLANCHE, J. et alli Diccionario de Psicoanalisis. Buenos Aires, Editorial Labor, 1971.
__________________ Teoria da sedução generalizada. Porto Alegre, Artes Médicas, 1988.
__________________ Vocabulário da psicanálise. São Paulo, Martins Fontes, 1992. http://antonioaraujo_1.tripod.com/psico1/portugues/inveja/inveja.html



sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ANALFABETISMO PSIQUICO!


Psicóloga Joselaine Garcia

As pessoas tem muito pouco contato com o seu mundo emocional, afetivo, enfim, com as coisas que se passam dentro de si. Eu diria que somos analfabetos do ponto de vista psiquico, muitas vezes ter conhecimento, muita cultura até piora a situação, pois a pessoa  muito inteligente busca na sua inteligência explicar tudo que está acontecendo, com ela,  de uma maneira muito racional.

Ganhar dinheiro, ter poder, ter carrões, apartamentos, belas mulheres, homens, enfim ter tudo que mais desejou não traz a felicidade se nós não tivermos bem com nosso mundinho interno.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ALCOOLISMO X ADOLESCENTE

O consumo de álcool começa em média aos 12 anos, e muitas vezes no próprio lar. Muitos desses jovens vêem os pais embriagados. Estes dados reforçam a idéia de que a bebida alcoólica faz parte do universo do adolescente e dos adultos cotidianamente, sendo seu abuso tolerado e muitas vezes não combatido até que as conseqüências se tornam tão visíveis que não se pode ignorá-las.
 

Essas conseqüências no adolescente são principalmente:
  • Diminuição do aproveitamento escolar. 
  • Perda do interesse em atividades próprias da idade como namorar, pratica de esportes.
  • Crises de ansiedade, pânico e quadros depressivos. 
  • Alterações orgânicas importantes, tanto neurológicas, quanto do fígado e pâncreas. 
  • Ganho de peso
É imprescindível a atenção dos pais e das instituições de ensino ao comportamento do jovem e seu grupo de amigos.

Caso seja diagnosticado no jovem um problema ligado ao consumo excessivo de álcool, o primeiro passo para o tratamento é uma mudança dos hábitos familiares do consumo de bebidas: é necessário que o álcool se torne menos presente no cotidiano dessa família e conseqüentemente desse adolescente.
É essencial que esse jovem repense sua relação com o álcool, e o melhor caminho para isso é sempre um processo psicoterápico de qualidade, seja individual ou em grupo.
O processo psicoterápico é de grande valia para o entendimento da relação entre o grupo ao qual esse adolescente pertence e o álcool, e mais que isso qual a importância desta substancia nas suas relações interpessoais. Num segundo momento a psicoterapia pode ajudar em muito esse jovem a entender e modificar a sua relação pessoal com o álcool.
A mudar essa relação com o álcool e o conseqüente entendimento do efeito desta substancia, como elemento presente nas relações interpessoais , leva inevitavelmente à mudança de conduta frente ao consumo da bebida.


Fonte: Dr. Diego Amadeu Batista Bragante
(Psicólogo, CRP 06/74506)
http://www.medicinadocomportamento.com.br/textos_temaslivres9.php


O TERAPEUTA (poema)


Freud

Pois fica decretado
a partir de hoje
que terapeuta é gente também.
Sofre, chora
ama, sente
e às vezes precisa falar.
O olhar atento,
o ouvido aberto,
escutando a tristeza do outro,
quando às vezes a tristeza
maior está dentro do seu peito.
Quanto a mim,
Fico triste, fico alegre
e sinto raiva também.
Sou de carne e osso
e quero que você saiba isto
de mim.
E agora,
que já sabe que sou gente,
quer falar de você para mim?
Cyro Martins (escritor e psiquiatra gaúcho)

Disturbios Psicológicos

Depressão, stress, angústia, ansiedade excessivaproblemas de relacionamento na família e no trabalho, desânimo, síndrome do pânico e outros distúrbios psicológicos não devem ser vistos como coisas normais na vida das pessoas


  NORMAL E NATURAL É QUE TODO SER HUMANO ELIMINE OU REDUZA AO MÁXIMO A SUA DOR E SOFRIMENTO PSICOLÓGICO E EMOCIONAL E EXPERIMENTE MAIS SATISFAÇÃO, FELICIDADE E BEM-ESTAR NA SUA VIDA.

Como Diz Drummond:
  "A dor é inevitável. O sofrimento é opcional..."


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. (...)
(...) Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

(Trecho do poema "Definitivo" de Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

COMPULSÃO ALIMENTAR

TACP – Transtorno Alimentar Compulsivo Periódico - Atinge 30% dos obesos.

Envolve o consumo de uma grande quantidade de comida, de forma incontrolável e de maneira rápida, até o ponto de sentir-se "cheio".

Estes eventos não são motivados apenas por fome "física", ainda que períodos de   restrição alimentar podem levar a ataques de compulsão.

Desde a infância associamos Comer a prazer e relaxar. O primeiro prazer que o bebê experimenta é o seio materno. (COMER = TER PRAZER E RELAXAR)

A comida torna-se a coisa mais próxima do amor, mas a comida é apenas um substituto do amor.

A comida esta a nossa disposição quando as pessoas que amamos não estão,
a comida não se levanta e vai embora,
a comida não nos magoa,
a comida não diz não.
a comida está sempre presente,
a comida dá prazer, pôr isso, do carinho, do CONFORTO, do prazer, etc.

Mas Lembre-se que a comida não é, nem nunca SERÁ ESSE SENTIMENTO.  

Mesmo que a fome "física" esteja presente, existem outros "gatilhos" de caráter psicológico, a comida surge como resposta, como fuga ao desconforto causado pelas sensações de medo, stress, culpa, ansiedade, raiva, solidão, tristeza, sensação de incompetência, ansiedade, baixa auto estima, medo de falhar, expectativas frustradas, medo de ser rejeitado, vazio existencial, etc.

A TACP (transtorno compulsão alimentar periódica) tem como resultado uma serie de conseqüências tanto físicas quanto emocionais. A obesidade mórbida é uma dessas conseqüências, portanto não esqueça – a comida  jamais será esse sentimento! Cuide-se, conheça-se (busque o auto conhecimento) e seja feliz!


Características da Compulsão alimentar:

  • Ingestão de grande quantidade de alimentos num período curto de tempo;
  • Preferência pôr alimentos mais calóricos como doces e carboidratos gordurosos
  • A pessoa come mais rápido do que o normal
  • Pode chegar a Comer até se sentir cansada e/ou empanturrada
  • Pôr vergonha poderá comer escondido.
  • Existe uma sensação de descontrole, a pessoa não consegue controlar o impulso de comer.
  • Após o episódio compulsivo, surgem sentimentos de culpa, falta de autocontrole, além de auto rejeição o que causa cada vez mais baixa auto-estima.
Imediatamente após um ataque de compulsão são freqüentes e comuns os sentimentos de vergonha, culpa, ansiedade, depressão e auto depreciação. A sensação física de desconforto grastrointestinal é freqüente e resulta do grande volume de alimento ingerido. A pessoa experimenta sensações de letargia e fadiga.
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IMPORTANTE!!!
Minha amiga(o), você não tem compulsão alimentar por comer demais em festas, casamentos, aniversários, na ceia de natal ou na páscoa, nem mesmo quando "repete" a aquela sobremesa que você adora!




TRANSTORNOS ALIMENTARES

Transtornos Alimentares - são todos aqueles que se caracterizam por apresentar alterações graves do comportamento alimentar, que podem levar ao emagrecimento excessivo ou a obesidade.

 
Os mais comuns são: Anorexia, bulimia, compulsão alimentar

ABORDAREI NESTA POSTAGEM MAIS ESPECIFICAMENTE A ANOREXIA E BULIMIA, A COMPULSÃO ALIMENTAR SERÁ ABORDADA EM OUTRA POSTAGEM

 
Anorexia:

A anorexia não é uma mania, nem um comportamento: é uma doença, uma doença caracterizada por uma perda voluntária de peso, motivada por um desejo patológico de emagrecer aliada a um medo intenso de engordar.  

A perda de peso é conseguida através dos mais diferentes comportamentos: Redução da alimentação, especialmente com relação aos alimentos que contem um maior numero de calorias, exercício físicos intensos, utilização de medicamentos (redutores do apetite) e/ou laxantes/diuréticos, Vômitos provocados.

Desta forma, se produz uma desnutrição progressiva, aliada a transtornos físicos e mentais que podem ser muito graves, inclusive levando a morte.



Os pais devem ficar atentos aos seguintes sinais:

  • Peso muito abaixo do normal para a idade;
  • Imagem distorcida de si (sindrome do espelho invertido) a pessoa se vê muito gorda, embora esteja magérrima;
  • Dietas muito radicais, a pessoa anorexica passa a comer muito pouco ou nada come;
  • Sempre dizem que não estão com fome;
  • Dificilmente sentam-se a mesa com a família para as refeições;
  • Comem muito devagar e picam muito bem os alimentos;
  • Seus assuntos principais são: dietas e alimentação;
  • Fazem muito exercicio físico, muitas vezes na madrugada;
  • Isolamento da familia e amigos
  • Frio excessivo
  • Sono excessivo
  • Lanugo (o corpo fica coberto com uma penugem fina)
  • Amenorréia (falta de menstruação) pelo menos 3 ciclos
  • Queda de cabelo  
  • Mudanças bruscas de humor (irritabilidade, agressividade, impulsividade).Também pode passar por momentos de muita tristeza, apresentando sentimentos de culpa e baixa auto-estima
  • Mentem sobre ter ou não comido, podem “esconder” a comida e depois joga-la fora.
  • Insônia  
  • Podem começar a apresentar problemas de relacionamento com outros membros da família, especialmente a figura materna (ligada à alimentação).
  • dissimular os supostos defeitos físicos (quadris largos, abdômen, etc.).Posteriormente sua
  • Freqüentemente se vestem com roupas largas e sobrepostas, cuja função a principio é função passa a ser a dissimulação da magreza extrema. Tem dificuldade em se vestir e escolher roupas, sempre buscando esconder o seu corpo cada vez mais magro, sob camadas de roupas, ex: calças de moletom, embaixo das calças jeans.

 
Bulimia:

ingestão compulsiva de alimentos em curto espaço de tempo, alterando com comportamento purgativo como vomitar, tomar laxantes, diuréticos, etc.
Os episódios compulsivos são sempre seguidos de culpa, ou seja, sensação de culpa e vergonha.

Uma pessoa com bulimia poderá checar seu peso e forma de maneira obsessiva. Esta "checagem" pode se manifestar através de pesagens freqüentes (varias vezes ao dia), observação de si mesmas no espelho, e medição de varias partes do corpo com fitas métricas ou com as próprias mãos. Para as bulimicas, a auto estima esta diretamente vinculada ao seu peso e forma  corporal. 
As complicações medicas mais comuns da bulimia incluem arritmias cardíacas, sangramentos do esôfago, distúrbios eletrolíticos, problemas gastrintestinais e dentais. As complicações medicas da bulimia podem ser tão severas quanto as da anorexia. Da mesma forma que a anorexia, a bulimia pode levar a morte,  se não tratada de maneira adequada.


 
Sintomas mais comuns:

  • Compulsão alimentar em média 2 vezes na semana, ingere grande quantidade de alimentos num periodo muito cuto de tempo;
  • Sentimento de incapacidade de parar de comer
  • Comportamento compensatório com o fim de evitar o aumento de peso (vomito induzido, ingestão de laxantes, etc)
  • Mudança no estado de humor - irritabilidade, agressividade, apatia, depressão, tristeza, sentimento de culpa, ódio de si.
  • Inchaço das glândulas parótidas (como se estivesse com caxumba). Devido aos vômitos provocados.
  • Perda de dentes (devido ao acido dos vômitos)
  • Vômitos provocados (geralmente logo depois das refeições ou durante o banho). Ficar atento para aquelas que logo após se alimentarem vão ao banheiro.
  • Calos no dorso dos dedos, principalmente indicador.Essas calosidades são chamadas de sinal de Russsell, que as descreveu em 1979. (o uso constante dos dedos para provocar os vômitos provoca lesões devido ao atrito com os dentes)
  • Desmaios e fraqueza, devido ao uso de laxantes e diuréticos que provocam um desequilíbrio eletrolítico (perda de sais minerais como potássio).  

Importante:

A presença de um ou mais sinais não indica necessariamente que a pessoa sofra de algum tipo de distúrbio alimentar.  Por isso não rotule antecipadamente.

Observe sua filha(o) durante um tempo antes de tomar conclusões precipitadas. Caso você não perceba alterações no quadro, procure um profissional.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A DIFICIL ESCOLHA DA PROFISSÃO!

Entrevista para UNICRUZ TV
Assunto: a dificil escolha da profissão.
Entrevistada: Psicóloga Joselaine Garcia
Parte I
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Parte II
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Parte III (final)

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

TRABALHO: PARTE DE UM MUNDO MÁGICO OU UM DEMÔNIO A SER EXORCIZADO?




Desde criança somos criados para o mundo do trabalho, aprendemos que o trabalho compõe nossa vida. Quando infante ainda na meninice, brincamos de trabalhar, onde na brincadeira, atuamos “nossos” desejos de um dia sermos adultos e quem sabe ser um professor, um bombeiro, um policial, um médico, um operário, enfim, sonhamos, brincamos de sermos trabalhadores, felizes e realizados.
Quando na idade escolar somos “treinados” para o “mundo” do trabalho e na fase da adolescência, quando começamos a por o pé na realidade do “mundo” do trabalho vemos que esse mundo não era tão lindo, tão perfeito, tão mágico como sonhávamos. Bem acho que aqui esta o detalhe que faz a diferença, trabalho e o “mundo” do trabalho.
Conforme (Dejours, 1994), no trabalho também existe prazer e o adoecimento e as formações das neuroses dependem da estrutura da personalidade que a pessoa desenvolve desde o inicio da sua vida e segundo (Freud) o sofrimento do trabalho nasce das elaborações edificadas nas relações de trabalho, a partir da cultura das organizações e de seus colegas de trabalho.
Observa-se que os valores da cultura da organização sobrepõem-se a seus valores, levando este a uma visão da organização a partir destes novos referenciais que lhes são totalmente fora do seu contexto, resultando em conformismos. As voltas com essa relação perversa e contínua, o trabalhador acaba por demonstrar, no trabalho, sintomatologias. O “mundo” do trabalho torna-se, de forma veloz e inconcebível, um complexo monstruoso, que subjuga o homem em todos os seus aspectos. Esse princípio de realidade internar-se e fere o psiquismo humano.
O trabalho segundo Mendes (1999) é lugar de realização, de identidade, valorização e reconhecimento, sendo a busca do prazer uma constante para todos os trabalhadores na direção de manter o seu equilíbrio psíquico, tendo o sofrimento um lugar que surge a partir das imposições que as condições externas às situações de trabalho impõem aos trabalhadores.
O trabalho é um dos caminhos para o investimento da pulsão por meio da sublimação, que mais aproxima o homem do seu desenvolvimento. O confronto com uma realidade restritiva é que mobiliza a não-gratificação dessa energia pulsional, gerando conflitos e causando sofrimento
Ao refletir na saúde do trabalhador, especialistas tentam, banir o sofrimento do trabalho, no entanto, sofrer corresponde a um estado permanente da condição humana, o sofrimento é a base que confere sentido à vivência do sujeito, trazendo-lhe reconhecimento e identificação por meio da criatividade. Somos seres faltantes!
As doenças somáticas surgem naqueles indivíduos que possuem uma pobre canalização das defesas psíquicas (DEJOURS, 1997).  Quando as defesas psíquicas não conseguem dissipar os conflitos suscitados, sem que ocorra uma descompensação neurótica ou psicótica, surge a doença somática.           
As patologias mentais estão atreladas à formação da personalidade do sujeito. "As descompensações psicóticas e neuróticas dependem, em última instância, da estrutura das personalidades, adquiridas, muito antes, do engajamento na produção" (DEJOURS, 1997, p. 122)
Dejours revela que o trabalho possui um aspecto mais favorável, anunciando que apesar dos resultados funestos da evolução contemporânea da organização do trabalho, esta ainda pode ser fonte de prazer. Como bem vimos, trabalho é fonte de prazer, de estruturação do ser humano, o que causa sofrimento é a organização do trabalho, e o adoecimento se dá naqueles indivíduos que tem uma pobre canalização das defesas psíquicas, ou seja no individuo que tem um ego debilitado e frágil.